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Quando os colonizadores portugueses aportaram no sul da Bahia, em 1500, as terras litorâneas brasileiras eram ocupadas por índios Tupis-guaranis. No litoral baiano, predominavam dois grandes grupos da nação Tupi: tupiniquins e tupinambás. O primeiro grupo habitava a faixa que vai de Camamu ao Espírito Santo. O segundo dominava a extensa área costeira de Sergipe a Ilhéus. No interior do estado prevaleciam os Aimorés ou Botocudos, que só foram conhecidos pelos portugueses anos mais tarde.
Desde o início estabeleceu-se entre colonizadores e nativos uma relação pacífica de escambo. Os índios forneciam aos colonos alimentos, madeira para construção e trabalho para derrubada de árvores. Em troca, recebiam ferramentas, roupas e outros utensílios introduzidos no seu consumo a partir do momento em que entraram em contato com os portugueses.
Segundo a antropóloga Maria Hilda Baqueiro Paraíso, à medida que o processo de colonização foi-se tornando mais extensivo e exigente, os colonos começaram a alternar suas relações com os índios. As tentativas de escravização dos índios tornaram-se mais efetivas. Por outro lado, provocavam reações por parte dos índios que não aceitavam a nova modalidade de relacionamento. Nas lutas contra os colonos, os tupiniquins foram sendo dizimados. Aliado a fatores ecológicos e bióticos, como epidemias de varíola, esse processo resultou na morte de mais de dois terços da população indígena do Extremo Sul da Bahia, na segunda metade do século XVI.



















