Palácios e Solares

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Além das igrejas, os portugueses marcaram a arquitetura baiana com a construção de palácios e solares que formam o conjunto mais opulento de arquitetura antiga existente no Brasil.

Além das igrejas, os portugueses marcaram a arquitetura baiana com a construção de palácios, solares, casas de luxo e casas de simples residências, muitas de porta e janela, mas que formam o conjunto mais opulento de arquitetura antiga existente no Brasil.

 

Alfândega

Localizada na Praça Cairú, ao lado do Mercado Modelo, o prédio da Alfãndega foi construída no meado do século XIX. Impressiona pela amplitude e solidez. Sua forma rotunda é muito apreciada.

Antiga Casa de Oração dos Terézios

Data possivelmente do século XVIII. Atualmente, é residência particular. Ladeira Mauá, 47.

Câmara dos Vereadores

Construída em meados do século XVII para abrigar a Câmara dos Homens Bons, ainda mantém sua fachada original. No século XVIII, funcionava também como cadeia da cidade. Parte do prédio já abrigou a Prefeitura Municipal. Hoje, é a sede da Câmara dos Vereadores.

Casa dos 7 Candieiros

Construída no início do século XVIII, seu primitivo nome foi Casa dos Ximenez, porque nela morou o Mestre de Campo, D. Alonso Ximenez de Almiron. Foi sempre residência de famílias ricas, mas atualmente é sede de órgão público.

Casa Dos Azulejos

Localizada na Praça Cairú, foi construída no século XIX, com fachada revestida de belíssimos, azulejos.

Casa Pia dos Órfãos de São Joaquim

Localizado na Av. Jequitaia, o prédio foi construído no inicio do século XIII, para servir ao Noviciado da Anunciação da Companhia de Jesus. Em 1825, D. João VI doou esta casa aos órfãos desamparados, do Irmão Joaquim – João Francisco Livramento, o Apóstolo da Caridade. Hoje é ocupado pelo Colégio de São Joaquim e pertence ao Exército.

Elevador Lacerda

As quatros cabines do maior elevador público do mundo interligam os 72 metros da praça Tomé de Souza, na cidade alta, à praça Cairu, na cidade baixa. O sobe-e-desce carrega 28 mil passageiros, dura 30 segundos. Inaugurado em 1873, foi planejado e construído pelo comerciante Antônio Francisco de Lacerda.

Fundação Casa de Jorge Amado

Inaugurada em 7 de março de 1987, funciona até hoje em dois casarões situados no coração do Largo do Pelourinho. O espaço cultural – criado para preservar, estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano – reúne, em seus quatro andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado (livros publicados em 60 países dos cinco continentes, filmes, fitas de vídeo e fotografias, além de cartazes e objetos relacionados a vida e às produções do escritor). Há, também, obras da esposa do romancista, Zélia Gattai.

Gabinete Português de Leitura

Fundado em 1863, com o objetivo de divulgar a cultura lusitana da Bahia, foi construído em 1917 por artífices portugueses, sendo o único em estilo neomanuelino no estado. Na sua fachada, encontram se as estátuas do infante Dom Henrique e de Luiz Vaz de Camões e, em dois medalhões, vêem-se também as efígies de Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama.

Instituto Geográfico e Histórico da Bahia

Foi inaugurado em 2 de julho de 1923, por ocasião das comemorações do centenário da Independência da Bahia. Abriga preciosidades como uma biblioteca de 15 mil volumes, pinacoteca com 168 telas, comendas e condecorações significativas da história da Bahia e do Brasil.

Mercado Modelo

A construção de 1861, localizada na Praça Cayru, apresenta uma rotunda ao fundo, onde atracavam os navios para descarregar mercadorias na Alfândega, ocupação do prédio na época. O mercado passou a funcionar no prédio em 1971 e, 13 anos depois, pegou fogo e foi reformado. Hoje, tem 259 boxes com o que há de melhor em termos de artesanato nordestino (batas, toalhas de renda, redes, balangandãs e patuás), dois restaurantes (Camafeu de Oxóssi e Maria de São Pedro), além de bares com bebidas típicas e tira-gosto. A rotunda, por sua vez, passou a funcionar como palco de rodas de capoeira e apresentações de cantadores e repentistas.

Outros solares e prédios antigos

Casa Ruy Barbosa
no fim da rua Ruy Barbosa, construída possivelmente no período colonial (Século XIII). Nela nasceu o grande jurista baiano.

Casa da Câmara
a Praça Tomé de Souza.Nasceu com a fundação da Cidade em 1549. A atual construção data do meado do Século XVIII. A sua fachada foi remodelada em 1883. Ali funciona a Câmara de Vereadores e também o Prefeito de Expediente. É mais conhecida como a sede da Prefeitura de Salvador.

Solar Itapicuru de Cima
na Praça dos Veteranos, em frente ao Corpo de Bombeiros. Construção do início do Século XVIII. Foi seu 1º proprietário Manuel de Oliveira Mendes, por via sucessória passou este solar ao seu neto o 1º Barão a Itapicuru. Notáveis são os azulejos em relevo de sua fachada.

Poço do Saldanha
na Rua Guedes de Brito,14. Construído no início do Século XVIII, pela Família Guedes Brito, era esse solar conhecido por “Casa da Ponte”. Passou este solar para os Saldanhas, desde o casamento de Joana Guedes da Gama. Possui belíssima portada estilo barroco espanhol, única no Brasil.Hoje é sede do Liceu de Artes e Ofícios.

Casa Brazonada
no Cruzeiro de São Francisco, 8. Data do fim do Século XVI e possui uma portada do Século XVII com Aragões Pereirs (descendentes da Casa da Torre). Neste velho palácio brazonado nasceu o célebre escritor baiano Gregório de Matos.

Solar N° 6 da rua Inácio Acioli
construção do início do Século XIII é um dos poucos que ainda apresenta senzalas. Possui um belo lance de escada e ai funciona a sede do Centro Automobilístico da Bahia.

Seminário de São Damaso
na rua do Bispo, 29. Casa muito interessante que data do Século XIX o cônego José Teles de Menezes legou por testamento esta residência para o Seminário Arquiepiscopal.

Casa N° 20
na Portas do Carmo, um dos sobrados coloniais mais interessantes da Ladeira do Pelourinho. Ali viveu, alguns anos, Jorge Amado, onde escreveu seus primeiro romances.

Casa das 7 Mortes
na Ladeira do Passo, n} 24. Construção do Século XVIII com revestimento de azulejos na fachada (Século XIX). Diversas versões chegaram até os nossos dias, sobre a lenda que conta terem-se verificado sete assassinatos nesta casa.

Solar do Sodré
a Ladeira do Sodré, 43. Construído no início do Século XVII, por Jerônimo Sodré Pereira. Personagens do passado nasceram, viveram e morreram neste solar. Nele faleceu o poeta Castro Alves. Hoje funciona ali Colégio Ipiranga.

Solar da Jaqueira
na Ladeira da Jaqueira, 26. Construção do Século XVIII, com algumas reformas do Século XIX. Hoje é atelier do pintor Carlos Bastos.

Palácio Arquiepiscopal

Situado na Praça da Sé, foi construído em 1708, pelo arcebispo da Bahia, D. Sebastião Monteiro de Vide. Durante mais de dois séculos foi Palácio Residencial dos Primazes do Brasil. Possui interessante portada do século XVIII.

Palácio da Aclamação

Anexo ao Passeio Público, o antigo Palacete dos Morais (inaugurado em 1917) é decorado com belos painéis emoldurados, guirlandas, laços e medalhões, pintados por Presciliano Silva. Seu acervo é composto de mobiliários nos estilos D. José e Luís XV, porcelanas, cristais, bronzes, tapetes persas e franceses e telas de pintores famosos. Mistura o estilo renascentista italiano com o neoclássico francês. Até hoje, mantém inalteradas as características da decoração do início do século XX, como cristais, os candelabros e os moveis.

Palácio da Associação Comercial

Concluída em 1817, é uma das construções pioneiras de estilo neoclássico da Bahia, com influência inglesa. Suas quatro colunas, escadaria externa, decoração, compostas de guirlandas, além de duas portadas em mármore, com inscrições em memória de D. João VI, rei de Portugal, formam um conjunto imponente, embelezando a praça Riachuelo. Os amplos e luxuosos salões do prédio exibem uma valiosa pinacoteca. As coluna dóricas anunciam o imenso salão nobre, na entrada principal, onde se destacam as cortinas de veludo vermelho, a mobília da jacarandá e o teto, altíssimo da sala principal. A linha Adms do estilo neoclássico inglês é uma das raridades arquitetônicas do Brasil. O prédio tem duas fachadas.

Palácio de Ondina

Bonito, espaçoso e de decoração discreta, o Palácio de Ondina, foi construído no início da década de 60 para servir de residência de verão dos governadores. Após sucessivas reformas e ampliações, o Palácio de Ondina é hoje a residência oficial do governador. Lá, encontram-se diversos objetos de arte, como vasos chineses, peças de prata e tapetes persas.

Palácio de verão dos Arcebispos

Situado no Largo da Penha, na ponta da península de Itapagipe, o prédio lé ligado por por um passadiço à Igreja de Nossa Senhora da Penha. Sua construção data do Século XIII.

Palácio Rio Branco

Construído inicialmente de taipa e barro, serviu para abrigar, em 1549, o governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, e o centro de administração do reino de Portugal. Chamado então de Casa do Governo, passou também a funcionar como quartel e prisão, esteve envolvido em motins populares, foi sede da República Baiana de 1937, hospedou figuras portuguesas ilustres, serviu de residência provisória a D. Pedro II e sofreu incêndios e bombardeios como o de 1912, que tornaram necessária a sua reconstrução. Reinaugurado em 1919 – quando ganhou o nome de Palácio Rio Branco -, permaneceu como centro de decisões do Estado até 1979. Durante os quatro anos seguintes, abrigou a administração da Prefeitura Municipal de Salvador e, posteriormente, a sede do órgão estadual de turismo. Em 1983, o palácio estava totalmente degradado em função da falta de manutenção e, no ano seguinte, decide-se fazer uma restauração completa do prédio. Hoje, abriga a Fundação Pedro Calmon e o Memorial dos Governadores. Neste último local, o visitante pode conhecer personagens que construíram a história republicana e visitar o salão de espelhos, cujo acesso é através de uma escadaria de ferro e cristal procedente da França, e ainda ver, na sala que evoca Pompéia, um Mural das Bacantes, o qual esteve durante muito tempo escondido sob repinturas.

Prédio da antiga Faculdade de Medicina

Primeira escola de medicina do país, atualmente, está sendo restaurada. Reúne três museus: Afro-Brasileiro (com acervo da arte sacra africana, afro-brasileira, 27 painéis de Carybé sobre os orixás e fotografias do antropólogo francês Pierre Verger); Arqueologia e Etnologia (com pinturas, objetos, fotos e urnas funerárias indígenas); e Memorial de Medicina (com livros e teses sobre o tema). Este prédio tem referência na obra de Jorge Amado, foi onde serviu como bedel o personagem Pedro Arcanjo, de Tenda dos Milagres.

Terreiro de Jesus – Centro Histórico

Solar Berquó

Sua construção data fim do século XVII. Na segunda metade do século XVIII, nele residiu o ministro Ouvidor do Crime Antônio Berquó da Silveira. Em 1824, o solar foi palco de um dos maiores crimes políticos de Salvador. Na madurada de outubro daquele ano, ali foi assassinado pela tropa rebelada, o militar Felisberto Gomes Caldeira, herói da Independência da Bahia. Diversos Colegiados funcionaram neste solar.

Solar Boa Vista

Construção do século XIII, mirante em estilo pombalino. Foi residência do poeta Castro Alves.. Era sede da Secretaria da Educação do Município de Salvador e encontra-se fechado após incêndio ocorrido no início de 2013.

Solar do Cerqueira Lima

Situada na Avenida Sete de Setembro, 280, é hoje sede do Museu de Arte da Bahia.Também chamado de Palácio da Vitória, possue bonita portada datada de 1674.

Solar do Conde dos Arcos

Localizado no Garcia. foi residência do Vice-rei D. Marcos de Noronha Brito, Conde dos Arcos. A monumental escadaria e seu parque, lembra as vilas italianas do XIX. Atualmente ali funciona um colégio.

Solar do Unhão

Localizado em um sítio histórico do século XVI, era na sua origem um complexo agro-industrial de produção de açúcar e possuía casa grande e capela. Até meados do século XVIII, teve seu período áureo, quando a casa-grande ganhou feições mais requintadas e o complexo recebeu painéis de azulejo português, chafariz e a capela de Nossa Senhora da Conceição. Com a crise da cultura açucareira, o solar foi arrendado e passou a assistir a um grande processo de degradação. Ainda na década de 40, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sendo posteriormente adquirido e restaurado pelo Governo do Estado da Bahia, através do trabalho da arquiteta Lina Bo Bardi.

Desde 1969, sedia o Museu de Arte Moderna e suas oito salas de exposição, teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados. O representativo acervo de arte contemporânea é formado por pinturas, gravuras, fotografias, desenhos, serigrafia, tapeçarias e esculturas de nomes como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo e Sante Scaldaferri, totalizando cerca de mil obras dos mais destacados artistas plásticos brasileiros. Numa área que também faz parte do complexo do Solar do Unhão está localizado o Parque das Esculturas, um museu a céu aberto em uma encosta abrupta, sob os arcos da Avenida do Contorno, que tem a vegetação como manto de recobrimento do solo. No parque, encontram-se obras de nomes como Bel Borba, Carybé, Chico Liberato, Emanoel Araújo, Fernando Coelho, Juarez Paraíso, Mário Cravo Júnior, Mestre Didi, Sante Scaldaferri, Siron Franco, Tati Moreno e Vauluizo Bezerra.

O espaço é cercado por um gradil – última obra executada por Carybé em vida – feito especialmente para o local. O artista plástico também assina o projeto de um painel de concreto, localizado na parte final do jardim e do portal de entrada, todo em ferro e com desenhos de animais e frutas, representando o sol e símbolos do acarajé. O parque ainda conta com um salão de exposições fechado de 200m2, com sistema especial de iluminação e climatização e com um acervo do falecido artista plástico Rubem Valentim.

Solar Ferrão

Situada nas proximidades do Largo do Pelourinho, a construção de 5 mil metros quadrados guarda características da segunda metade do século XVII. Em 1756, os Jesuítas instalaram um Seminário no prédio, que no mesmo século tornou-se propriedade da família Ferrão. Daí em diante funcionou como residência de famílias nobres, teatro e sede do Centro Operário. Em 1977, foi adquirido pela Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural (atual IPAC), que depois da reforma instalou aí a sua sede administrativa.

Solar Marback

Situado no pé da Colina do Bonfim, esta casa de meados do século XIX, destaca-se pela elegância de suas linhas e apuro nos ornamentos. Possui varandas com janelas envidraçadas, uso peculiar da Bahia. Pertence a uma tradicional família baiana.

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