Museus

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Já se disse que a Bahia é uma cidade-museu. Suas igrejas, conventos, palácios e fortes, com suas antiguidades, mobiliários e alfaias, confirmam a lenda.

Já se disse que a Bahia é uma cidade-museu. Suas igrejas, conventos, palácios e fortes, com suas antiguidades, mobiliários e alfaias, confirmam a lenda. Se, por um lado, cada monumento desses representa por si só um museu digno de admiração, são os museus públicos que facilitam uma visão mais completa da arte na Bahia.

Endereço: Rua Gregório de Mattos, nº 45 – (Solar do Ferrão). Bairro: Centro Histórico Tel.: (71) 3117.6357 / 6381 Fax: (71) 3117.6467 E-mail: mar@ipac.ba.gov.br Site: www.dimus.com.br

 

Museu Abelardo Rodrigues

Inaugurado em 5 de junho de 1981, no andar nobre do Solar do Ferrão (construção de 1701), guarda a mais valiosa coleção de arte sacra particular do Brasil. São 808 trabalhos de arte erudita e popular dos séculos XVI ao XIX – entre imagens, pinturas, oratórios, altares, crucifixos e fragmentos de talha – expostos numa área de 536 m2. As peças pertenciam ao colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues e foram compradas pelo Governo do Estado.

Museu Carlos Costa Pinto

A coleção particular de Carlos Costa Pinto deu origem a 23 salas de exposição de arte decorativa e pintura dos séculos XVII ao XIX. O acervo de, aproximadamente, 3.200 peças, reúne expressiva coleção de prataria, ourivesaria, porcelana chinesa e européia, cristais, mobiliário, pinturas (em especial as de Alberto Valença e Presciliano Silva) e trabalhos em marfim, opalina, bronze e laca chinesa. As jóias de ouro e a coleção de 27 balangandãs de prata são as peças mais preciosas de todo o acervo.

Endereço: Av. Sete de Setembro, nº 2490 – CEP:40080-001. Bairro: Vitória Telefone: (71) 3336.6081   FAX: (71) 3336.2702 E-mail: mccp@museucostapinto.com.br Site: www.museucostapinto.com.br Descrição: Salas de arte decorativa e pintura do século XVII ao XIX. Reúne peças de mobiliário, pinturas em
especial de (Presciliano Silva e Alberto Valença) prataria, porcelanas, jóias, balagandãs das crioulas baianas, objetos sacros. Trabalhos em marfim e bronze.
Horário: Seg, qua, qui, sex e sab das 14h30′ às 19h. (fechado na terça).
Observação: Entrada: R$5,00 inteira / R$ 3,00 estudante e idoso / 1º sáb. de cada mês entrada franca.  Possui rampa para acesso aos cadeirantes e elevador.

 

Museu Casa do Benin

Inaugurado no dia 6 de maio de 1988, resultou do proveitoso intercâmbio mantido entre a Bahia e o país africano Benin, através da cidade de Cotonou. Pertencente à Fundação Gregório de Mattos, tem exterior colonial e interior concebido pela arquiteta Lina Bo Bardi. O acervo apresenta peças da arte popular de Cotonou, República Popular do Benin, e exposições temporárias de artistas locais.

Endereço: Rua Padre Agostinho Gomes, nº 17, Pelourinho – CEP:40.000-000.
Bairro: Centro Histórico
Telefone: (71) 3241.5679 
Descrição: Documentos, fotografias, utensílios, roupas, bandeiras e objetos que demonstram o fluxo e o
refluxo entre o Golfo do Benin e a Baía de Todos os Santos.
Horário: Seg a sex das 12h às 18h.
Observação:Entrada franca. Espaço para exposições e oficinas de arte.

Museu da Cidade

Instalado num dos mais belos casarões do Pelourinho, foi inaugurado a 5 de julho de 1973. Ligado à Fundação Gregório de Mattos, reúne, no seu acervo, bonecas tradicionais da Bahia, esculturas, tapeçarias, cerâmica, pano-de-costa, ex-votos e terços, além de coleções de imagens de orixá em tamanho natural e de peças de uso pessoal do poeta Castro Alves.

Endereço: Pç. José de Alencar, n°3, Largo do Pelourinho – CEP:40025-280.
Bairro: Centro Histórico.
Telefone: (71) 3321.1967 
Descrição: No seu acervo se destacam objetos temáticos da personalidade baiana em Salvador, além de
imagens de Orixás com indumentárias em tamanho natural, exposição permanente dos grandes pintores baianos Mendonça Filho, Karibé, Castro Alves.
Horário: Seg a sex das 12h às 18h.
Observação: Entrada: R$ 2,00/ estudante paga meia. Quinta- feira entrada franca.

Museu de Arte da Bahia

O mais antigo museu do Estado, fundado em 1918, funciona hoje no Solar Cerqueira Lima, no Corredor da Vitória. Destacam-se em seu acervo não só a pintura de mestres baianos e das escolas estrangeiras dos séculos XVIII e XIX, mas também as artes decorativas do mesmo período, representadas por peças do mobiliário baiano, porcelanas orientais e européias, cristais e pratarias.

Endereço: Av. Sete de Setembro, nº 2340 – Corredor da Vitória
Telefone: + 55 71 3117 6902/ 6900/ 6908

Horário: Ter a sex das 14h às 19h / sab e dom das 14h30′ às 18h30′.

Descrição: O mais antigo museu do Estado, fundado em 1918, ocupando hoje, o Solar dos Cerqueira Lima. Destaca-se em seu acervo, mobiliário, pinturas, porcelanas orientais e européias, esculturas, imagens sacras, pratarias.

Entrada Gratuita

Museu de Arte Sacra

Museu de Arte Sacra pertence a Universidade Federal da Bahia (Ufba). Está instalado no antigo Convento de Santa Teresa de Ávila, fundado pelos Carmelitas Descalços em meados do século XVII, na Cidade do Salvador – capital do Brasil de 1549 a 1759. Em 1660, monges da Ordem dos Carmelitas Descalços portugueses aportaram na Bahia de passagem para a Índia e decidiram, a pedido dos habitantes locais, permanecerem na cidade. Inicialmente, foi edificado um pequeno hospício, no sítio chamado Preguiça, em terreno próximo ao mar e doado pelo rei de Portugal, D. Afonso VI. No decorrer do tempo, ajudados por esmolas, ergueram o atual convento em área contígua, no ano de 1667, tendo a Igreja sido inaugurada em 15 de outubro de 1697. A partir de então, o Convento de Santa Teresa tornou-se um dos maiores conjuntos conventuais da Ordem em todo mundo português e foi fator importante no desenvolvimento da cidade do Salvador e na ocupação do território baiano. O fato de o Convento ter servido de alojamento para as tropas portuguesas no momento das lutas pela independência da Bahia, até a vitória final em 2 de julho de 1823, aliado aos ressentimentos dos baianos contra os portugueses que viviam na cidade, determinaram a extinção da Ordem em 1840. Antes, porém, em 1837, instala-se em Santa Teresa o Seminário Arquiepiscopal e em 1856 o Arcebispo passa sua administração aos padres lazaristas. Em 1956, o Seminário muda-se para outro local, ficando o convento abandonado e em ruínas até princípios de 1958, quando o Reitor Edgar Santos, da Ufba, tomou a decisão de aí instalar o Museu de Arte Sacra da Ufba, através de um convênio com a Arquidiocese de Salvador. Considerado um dos exemplares mais significativos da arquitetura seiscentista brasileira e tombado, individualmente, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Convento de Santa Teresa de Ávila está localizado na área do Centro Histórico de Salvador, declarada “Patrimônio da Humanidade” pela Unesco, em 1985. Acervo O Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia tem contribuído significativamente para o estudo da arte, através das inúmeras atividades que tem realizado desde a sua fundação, como cursos, exposições, congressos, concertos, etc., sempre contando com a valiosa e indispensável colaboração de órgãos municipais, estaduais e federais, além de organismos estrangeiros ligados à arte. O valor histórico do seu acervo e conjunto arquitetônico, colocam-no em lugar de destaque entre os museus sacros existentes no Brasil, na América Latina e no mundo. Imaginária A coleção exposta no Museu de Arte Sacra é composta de peças do seu próprio acervo, adquiridas ao longo do tempo, desde a sua inauguração, como também de obras a ele confiadas por igrejas, irmandades, conventos e colecionadores particulares. Dentre as peças por ele guardadas, a grande maioria esculturas em madeira e barro cozido dos séculos XVII e XVIII, algumas se destacam, a exemplo das obras produzidas por Frei Agostinho da Piedade, monge beneditino e artista que viveu no Mosteiro da Bahia, falecido em 1661: “Sant’Anna Mestra”, assinada e datada de 1642; “Nossa Senhora de Montesserrate”, na qual se encontra a inscrição: “Frei Agostinho da Piedade Religioso Sacerdote de São Bento fez esta imagem de Nossa Senhora, por mandado do mui devoto Diogo de Sandoval, e fê-la por sua devoção, 1636.”; e a Imagem de “Nossa Senhora das Maravilhas”, de madeira policromada, do século XVI, trazida de Portugal possivelmente pelo primeiro Bispo do Brasil, D. Pero Fernandes Sardinha, em 1552, e revestida de prata na Bahia, na segunda metade do século XVII. Segundo a lenda, enquanto orava aos pés desta imagem, o Pe. Antônio Vieira, da Ordem dos Jesuítas, sentiu o famoso “estalo” que o transformou no maior orador sacro da língua portuguesa. Fazendo parte desse acervo conhecido nacional e internacionalmente, inclui-se a coleção de marfins dos séculos XVII e XVIII, da qual se destaca: “Cristo” esculpido por indianos de Goa; escultura de madeira policromada em alto-relevo; “Adoração dos Pastores”, composição ingênua e popular, executada para compor o tímpano do altar da Capela de São José da antiga Sé (antigo altar da Santa Cruz), no fim do século XVII, considerada uma das mais valiosas talhas seiscentistas do Brasil; “Anjos Tocheiros” de madeira policromada e dourada do século XVIII, com 1,85m de altura, atribuídos ao escultor lusitano José Eduardo Garcia, que viveu e trabalhou na segunda metade do século XVIII; “Tondo Octogonal” representando Nossa Senhora da Conceição com a coroa Real de D. João VI, de madeira dourada e policromada, da segunda metade do século XVII, procedente de altar da antiga Sé da Bahia, demolida em 1933; conjunto de “Sant’Anna e Nossa Senhora” procedente do Convento das Mercês, de madeira policromada e dourada, da segunda metade do século XVIII, exemplo de escultura com policromia baiana da época, que apresenta características de um barroco tardio conjugadas ao gosto neoclássico. Prataria A coleção de objetos em prata do MAS, composta por castiçais, tocheiros, custódias, cálices, gomis, navetas, turíbulos, âmbulas, etc., expõe belíssimos trabalhos de ourivesaria da mais alta importância para a história da arte brasileira, inclusive executados por mestres baianos, a exemplo de Joaquim Alberto da Conceição Mattos, bisavô do Barão do Rio Branco, autor do frontal de altar feito para a Capela do Santíssimo Sacramento da antiga Sé da Bahia, no século XVIII. Merece destaque o lampadário de prata de autoria de João da Costa Campos, também procedente da capela do Santíssimo Sacramento da antiga Sé. Mobiliário Ainda que em menor quantidade, as peças de mobiliário que compõem o acervo do MAS são exemplares da carpintaria e marcenaria da época, da mais alta qualidade. Representando a tradição da ciência e do saber do antigo Colégio dos Jesuítas, está em exposição a Cátedra de Aula Magna, datada de 1660, toda em jacarandá. Igualmente valioso é o arcaz de jacarandá que compõe a Sacristia da Igreja de Santa Tereza de Ávila, com 10,72 metros de comprimento, 21 gavetas e16 pinturas na sua parte superior figurando episódios da vida de Santa Teresa de Ávila, do antigo Convento dos Terésios, século XVII; do mesmo modo, o altar armário de madeira policromada com fina pintura chinesa, da época de D. João V. Pintura Dentre os trabalhos de pintura que fazem parte do acervo do MAS, menção deve ser feita à “Nossa Senhora da Assunção”, do século XVIII, de autoria de José Joaquim da Rocha – fundador da Escola de Pintura da Bahia – procedente do convento das Mercês; “Jesus institui a Eucaristia” e o “Sumo Sacerdote Malquisedeque” produzidos pelo renomado pintor sacro José Teófilo de Jesus, em 1793, para a antiga Sé; e as quatro telas a óleo de Souza Braga “Flagelação de Nosso Senhor”, “Nosso Senhor é pregado na Cruz”, a “Descida da Cruz de Nosso Senhor” e o “Encontro de Nosso Senhor com sua Mãe Santíssima”, todas de 1755. Merece especial atenção onze preciosas telas cuzquenhas, do século XVIII.

Endereço: Rua do Sodré, 276 – Centro
Telefone: + 55 71 3283-5600

Horário: seg a sex das 11:30 às 17h

Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Descrição: O mais antigo museu do Estado, fundado em 1918, ocupando hoje, o Solar dos Cerqueira Lima. Destaca-se em seu acervo, mobiliário, pinturas, porcelanas orientais e européias, esculturas, imagens sacras, pratarias.

 

Museu Geológico

Criado em 1975, seu acervo consta de 2.500 amostras catalogadas de minerais, rochas e fósseis, 80 objetos sobre a técnica rudimentar de ourivesaria e mineração, além da rica documentação de caráter histórico-científico. Destaque para a coleção de quartzos (principal mineral de exportação da Bahia).

Endereço: Av. Sete de Setembro, nº 2195 – CEP:40080-002.
Bairro: Vitória
Telefone: (71) 3336.6922/3498   FAX: (71) 3336.6689
E-mail: mgb@sicm.ba.gov.br
Descrição: Criado em 1975, o acervo consta de 15.000  amostras catalogadas de minerais, rochas e fósseis, artesanato mineral, objetos sobre técnica rudimentar de ourivesaria e mineração, além de documentação  histórico-científico. Pedras preciosas e semi-preciosas. E instrumento de pesquisa.
Horário: Ter a sex das 13h às 18 h/ sab e dom das 13h às 17h.
Observação: Entrada franca.

Museu Tempostal

Resultante da coleção de Antônio Marcelino, seu fundador, tem como acervo 30 mil postais e fotografias, onde o mundo é revisto nas mais diversas épocas e nos mais variados aspectos. Destaque para a série Belle Époque, com postais bordados, aquarelados, adornados com pedrarias, plumas e cabelo humano.

Endereço: Rua Gregório de Matos, nº33 – Pelourinho.
Bairro: Centro Histórico
Telefone: (71) 3117.6382/ 6383  FAX: (71) 3117.6383
E-mail: museutempostal@ipac.ba.gov.br
Site: www.ipac.ba.gov.br
Descrição: Cartões postais e fotografias antigas de Salvador. Pequena biblioteca.
Horário: Ter a Sex das 10h às 18h./ Sab a dom 13h às 17h
Observação: Entrada franca.

Outros museus

Museu de Arte da Bahia
Museu de Arte Moderna da Bahia
Museu Antropológico
Museu de Ciência e Tecnologia
Casa do Benin
Portas do Carmo
Ordem 3a do São Francisco
Museu Hidrográfico
Ex-votos do Senhor do Bonfim
Museu Afro-Brasileiro
Instituto Feminino da Bahia
Museu Antropológico Nina Rodrigues
Museu do Instituto Geográfico e Histórico
Casa dos Sete Candeeiros
Casa Ruy Barbosa
Museu Castro Alves
Museu do Recôncavo Vanderlei de Pinho
Museu do Convento do Carmo
Museu Carlos Costa Pinto
Santa Casa da Misericórdia
Fundação Casa Jorge Amado
Museu da Cidade
Museu Abelardo Rodrigues

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