Fortes e Fortalezas

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Forte da Gamboa

Situado abaixo do Forte de São Pedro, o Forte da Gamboa liga-se a ele por um túnel. Aderiu à revolta do Batalhão dos Periquitos, em outubro de 1824, e esteve sob mira dos revoltosos durante a Sabinada. É considerado por alguns historiadores como um dos poucos fortes de verdade que existem na Bahia, pronto para defender a cidade.

Forte de Monte Serrat

Considerado “uma das melhores obras militares do Brasil Colônia”, foi construído entre os séculos XVI e XVII, na ponta ocidental da península de Itapagipe, mais precisamente à entrada da Baía de Todos os Santos. Conhecido anteriormente como Forte de São Felipe, teve grande importância histórica durante a Sabinada, último movimento que pôs à prova seu poderio bélico. Com a forma de um hexágono irregular, artilhado com nove peças, foi ocupado pelos holandeses em 1624 e 1637 e sofreu reparos em 1883 e 1915.

Localização:
Largo da Boa Viagem
Salvador – Bahia 40414-216
Funcionamento: terças a domingos das 9h às 12h e das 13h30 às 17h
+ 55 71 3313 7339

Forte de Santa Maria

Chamado por alguns historiadores de Fortim, o Forte de Santa Maria foi construído no século XVIII, provavelmente entre 1624 e 1634, numa rocha, bem próximo à praia, no Porto da Barra. Com planta heptagonal de tipo italiano, o acesso à casa de comando se dá por uma ponte. De pequeno porte e de poderio bélico quase nulo, o Forte, desarmado após a Sabinada, é hoje um “simples ornato da entrada do golfão e sugestivo monumento do nosso passado histórico”. Apesar das inúmeras reformas sofridas, ele guarda seu aspecto original. Na parede esquerda do corpo de guarda há um nicho com a imagem de Santa Maria, padroeira da praça de guerra.

Forte de Santo Alberto / Forte da Lagartixa

Água de Meninos –, Fortinho dos Franceses, depois Forte de Santo Alberto, e Forte da Lagartixa. Há muito banhado pelo mar, hoje está bastante afastado, em consequência das obras de aterro realizadas no início do século XX para a construção do porto de Salvador. Localizado na avenida Jequitaia, na Cidade Baixa, o Forte da Lagartixa teve papel importante nas duas invasões holandesas (1624 e 1630). Em 1624 foi ocupado pelos holandeses, pois estava abandonado. Ali morreu o governante holandês da Bahia recém-conquistada, Johan van Dorth, coronel da Companhia das Índias Ocidentais. Em 1838 foi ocupado pelos sabinos. Abriu fogo contra lanchas da fragata “Príncipe Imperial” e demais navios que bloqueavam o porto. Por ocasião da guerra da Independência, em 2 de julho de 1823, anunciou com um tiro de canhão, ao exército de Madeira de Melo, que havia chegado a hora de se retirar.

Localização:
Av. Jequitaia – Cidade Baixa
Salvador – Bahia

Forte de Santo Antônio Além do Carmo

Edificado no século XVI, teve sua construção ligada a uma história pitoresca, quase uma lenda: Conta-se que El-Rei D. Felipe foi informado, durante a invasão holandesa, que um negro, escravo do vigário da Freguesia de Santo Antônio, prestava serviços à Coroa de cima de um jenipapeiro. Dali, esse negro matava a pedradas quantos holandeses pudesse alcançar; por isso pedia sua alforria e a fundação, no local do jenipapeiro, de uma fortaleza com o nome de Santo Antônio, porque Antônio era o nome desse negro.

Localização:
Praça Barão do Triunfo – Largo de Santo Antônio
41301-330 Salvador – Bahia
+ 55 71 3117 1488 / 1492

Forte de Santo Antônio da Barra

O atual Farol da Barra é uma das mais antigas fortificações militares da Bahia. Construído no século XVI, na antiga Ponta Padrão, já servia de orientação à população, quando, com disparos, alertava a cidade, como por ocasião do naufrágio do galeão Sacramento, em que morreram 800 pessoas. Foi peça importante na luta contra os holandeses, na guerra da Independência e na Sabinada. Erguido em função de uma perspectiva de defesa da cidade contra invasões, sua atividade teve maior destaque por ocasião da chegada dos holandeses, que apesar dos sete canhões do Forte, acabaram por desembarcar no Porto da Barra. O Forte é protegido por Santo Antônio, que recebia soldo, de acordo com lei aprovada em Portugal, por serviços prestados à defesa da cidade. Sua estrutura atual corresponde à reforma feita no século XVIII e XIX. Em 1937 foi concluído o serviço para sua eletrificação, quando foi retirada a instalação a querosene e colocado o farol com suas funções atuais.

Localização:
Av. Sete de Setembro, Barra
Salvador – Bahia
Funcionamento: terças a domingos – das 8h às 19h
+ 55 71 3264 3296

Forte de São Diogo

O Forte de São Diogo está localizado na entrada da Barra, próximo ao Forte de Santa Maria, “no sopé da colina de Santo Antônio da Barra”, distrito da Vitória. Construído no século XVII pelo governador Diogo Luiz de Oliveira, em uma área de 650 metros quadrados, com 120 de perímetro murado, foi reconstruído em 1704 pelo governador Rodrigo da Costa. Sua construção surgiu da necessidade de se fortificar melhor a enseada do Porto da Barra, após a invasão dos holandeses. De simples trincheira, São Diogo transformou-se em Forte em 1638, por ocasião da tentativa de Maurício de Nassau de mandar seus navios simularem um desembarque de tropas na Barra, com o objetivo de desorientar os defensores da cidade.

Localização:
Rua Forte São Diogo
Barra – Salvador – Bahia 40130-170
Funcionamento: terças a domingos – das 9h às 12h e das 13h30 às 17h
+ 55 71 3267 3307

Forte de São Marcelo ou Forte do Mar

O Forte de São Marcelo é uma construção imponente em forma de coroa, que domina a Baía de Todos os Santos, formando uma ilha circular. Datado do século XVII, e a princípio denominado Forte de Nossa Senhora do Pópulo, ergue-se em frente ao porto de Salvador, dentro do quebra-mar, construído sobre pedras que afloravam na maré baixa. Durante parte de sua história, foi transformado em prisão, confinando ali muitos homens ilustres da Bahia, como Cipriano Barata. O Forte desempenhou papel importante na lutas que se travaram na Baía de Todos os Santos, a exemplo da Sabinada. Serviu, durante algum tempo, de depósito de pólvora e de prisão a estudantes revoltosos ou indisciplinados.

Localização:
Rampa dos Saveiros – ao lado do Mercado Modelo
Centro

Forte de São Pedro

O Forte de São Pedro originou-se de antigas trincheiras levantadas após a expulsão dos holandeses, nas chamadas Portas da Vila Velha, ao lado da ermida de São Pedro. Com a finalidade de defender a cidade de uma nova invasão holandesa, sua construção em alvenaria tem início em 1646, no governo de Antonio Telles da Silva, com o auxílio de senhores de engenho e lavradores de cana-de-açúcar do Recôncavo. Essa construção impedia a penetração por terra e por mar. Construído em pedra e cal, com forma retangular e quatro baluartes, tinha sobre eles 37 peças montadas, que se moviam. Circulava-o ainda um fosso com ponte levadiça, além de um parapeito que alcançava o fosso. O Forte de São Pedro teve participação efetiva na história da Bahia: “torre de mensagens de motins estreitamente ligados aos movimentos libertários na Bahia. Lá se reuniam conspiradores da Revolução dos Alfaiates, lá se desenvolveu o prólogo da Independência, a fermentação da Sabinada; às sombras de suas muralhas foi proclamada a república da Bahia, em 17 de novembro de 1889; dentro dele muito se confabulou na Revolução de 1930”.

Forte do Barbalho

Uma das mais antigas fortificações da Bahia, o Forte do Barbalho foi construído na primeira metade do século XVII, em 1636. Sua forma é a de um quadrado, com um baluarte em cada vértice, circundado por um fosso de 2,5m de profundidade. Diferentemente do Forte de São Pedro, que abrigou revoltas e motins, o Forte do Barbalho serviu de prisão para portugueses trazidos da África; franceses, prisioneiros de guerra; ingleses, contrabandistas de pau-brasil; do presidente deposto da província de Sergipe, brigadeiro Carlos César Burlamaquine; de oficiais e civis que em 1821 tentaram depor a junta provisória do governo provisório da Província. O Forte também foi ocupado pelo Brigadeiro Madeira de Melo, por ocasião da guerra pela Independência da Bahia. Em 1912, em combinação com o Forte de São Marcelo, participou do bombardeio da Cidade do Salvador. Serviu também aos soldados que combateram Antônio Conselheiro e, em época posterior, a Coluna Prestes

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