Micaretas

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Como a Bahia é bem grande, e a energia de seu povo custa a terminar, outras cidades do interior resolveram promover, em diferentes épocas, suas próprias festas.

A grande notoriedade que a Bahia conquistou em todo o mundo se deve, principalmente, à singularidade do seu Carnaval. Nessa época, embora apresente roteiros alternativos para o turista, o estado concentra todas as suas atenções na folia que acontece em Salvador. Como a Bahia é bem grande, e a energia de seu povo custa a terminar, outras cidades do interior resolveram promover, em diferentes épocas, suas próprias festas, apresentando animação e alto astral, em doses bem parecidas as da folia da capital. Surgiu, então, a micareta. A origem da palavra micareta vem do francês Mi-carême, que significa meia quaresma. Ela foi usada pela primeira vez no século XV, na França, para designar o Carnaval fora de época, ou seja, durante a Quaresma.

Miconquista e Micareta de Feira

Feira de Santana, de longe, foi a cidade pioneira neste tipo evento. No distante 1937, feirenses inconformados com a não realização do Carnaval naquele ano, cancelado em virtude de fortes chuvas, ganharam as ruas da cidade e iniciaram essa polêmica e animada tradição. Com o surgimento da fubica, inventada mais tarde por Dodô e Osmar, a micareta de Feira manteve-se no encalço do Carnaval tradicional, com um formato parecido, sendo realizada sempre entre os meses de abril e maio.

A Avenida Presidente Dutra, porta de entrada da cidade, é o palco da passagem dos muitos blocos locais, que trazem nomes consagrados da axé music, como Chiclete com Banana, Timbalada, Asa de Águia, Babado Novo e Ivete Sangalo. O evento, além de movimentar milhões de reais e gerar centenas de empregos temporários, representa uma ótima alternativa para quem não aguenta esperar o Carnaval do ano seguinte. A outra grande micareta do estado ocorre em Vitória da Conquista, importante cidade do sudoeste baiano, que realiza uma festa apoteótica, sempre marcada por muitos agitos e uma excelente organização. A Miconquista , como é popularmente conhecida, acontece sempre no final do ano, funcionando como um aquecimento para a festa de fevereiro, na capital.

Outras cidades também realizam suas micaretas durante todo o ano e, mesmo sem chamar grande atenção, realizam festas fantásticas. Em todos os cantos do nosso território existe algo a se fazer, algo a comemorar. O turista que aqui chega descobre imediatamente que os trios elétricos não adormecem na Quarta-Feira de Cinzas, e que alma festeira do baiano tem o poder de transformar a Bahia num verdadeiro estado de espírito.

 

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