Entidades Carnavalescas

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A multiplicidade da Bahia pode ser expessa pelas diferentes características de suas entidades carnavalescas.  A tradição dos blocos afros, as brincadeiras dos travestidos, a folia da garotada e a vibração dos blocos de trio são os ingredientes secretos usados no cadeirão em que se transforma Salvador, no Carnaval.

Bloco dos travestidos

São muitas as explicações sobre o porquê dos homens gostarem de se trajar como mulheres no Carnaval. As razões, porém, não importam. Os blocos de travestidos já se tornaram uma atração à parte no carnaval baiano, abrilhantando a grande festa, com uma irreverência fora do comum. Geralmente, os blocos se apresentam com um número reduzido de componentes, ligados entre si, por laços comunitários ou de amizade. A folia deles é garantida por bandinhas e pequenos carros de som, que percorrem o circuito oficial do carnaval, como um outro bloco qualquer.

Dentro deste segmento, o bloco As Muquiranas alcançaram grande fama, e todos os carnavais, marca forte presença na avenida, com mais de três mil componentes. As fantasias variam tematicamente ano à ano, sempre apresentando com muita graça e purpurina, a alegria e a liberdade de expressão do carnaval. Se você, no entanto, se deparar com algumas muquiranas mais exaltadas, não se assuste. É muito provável que por baixo de todo aquele glamour e maquiagem, exista um comportado “machão” de carteirinha.
 

Blocos de trios

No passado, embora muito animado, o carnaval da Bahia tinha como marca maior as bandinhas de fanfarra, que tocavam as tradicionais marchinhas, embalando o folião nos clubes e em alguns largos da cidade. A história começou a mudar, quando os pioneiros Dodô e Osmar inventaram a “fubica”, uma espécie de carro amplificado, que já na época, provocava grande rebuliço por onde passava.

A evolução dos tempos, no entanto, fez com que aquele “carro estranho” fosse passo a passo remodelado, ganhando cada vez mais potencia, culminando nos “monstros sonoros” que temos hoje, os trios. Os blocos que eram pequenos, em função do baixo alcance do som, se tornaram grandes aglomerados de alegria, reunindo em alguns casos, mais de quatro mil foliões. São eles os maiores responsáveis pela fama internacional do carnaval baiano, que com esse ganho de milhares de decibéis, se fez escutar em todos os cantos do mundo.

Sobre os trios elétricos e puxando seus blocos, os grandes expoentes da “axé music” conseguem com seus hits, tocados em alto e bom som, movimentar as engrenagens desta grande fabrica de sonhos, chamada Carnaval.
 

Blocos infantis

A intensa agitação dos blocos de adultos, e os horários em que acontecem seus desfiles, inviabilizavam a participação das crianças no carnaval. Como os pequeninos, à todo custo, não queriam ficar de fora da folia, estimulou-se, então, a criação dos blocos infantis. A partir daí, algumas entidades surgiram, e a garotada passou a desfilar durante o dia, no Circuito Dodô (trajeto Barra – Ondina), arejado pela brisa do mar, num espaço mais amplo e protegido. Após sucesso nos primeiros anos, o segmento se consolidou e, hoje, os pais ficam tranqüilos com o carnaval de seus filhos, encontrando grande prazer em acompanhá-los na farra mirim.

Índios nos blocos

A figura do índio – o “caboclo”, como é chamado – é marcante na cultura baiana, principalmente por sua participação na luta pela Independência da Bahia, que aconteceu um ano depois do fatídico 7 de setembro. Essa afinidade refletiu-se no surgimento de entidades carnavalescas que trajavam seus associados como índios, ainda que sem uma preocupação com autenticidade nacional.  Surgiram, então, os enormes “blocos de índios”, com nomes que se tornaram famosos, como Os Apaches do Tóroró, Comanches e outros. Desde a década de 90, porém, estas agremiações vêm se mantendo com muita dificuldade, diante do comercial e moderno carnaval de hoje.

Bloco dos travestidos

São muitas as explicações sobre o porquê dos homens gostarem de se trajar como mulheres no Carnaval. As razões, porém, não importam. Os blocos de travestidos já se tornaram uma atração à parte no carnaval baiano, abrilhantando a grande festa, com uma irreverência fora do comum. Geralmente, os blocos se apresentam com um número reduzido de componentes, ligados entre si, por laços comunitários ou de amizade. A folia deles é garantida por bandinhas e pequenos carros de som, que percorrem o circuito oficial do carnaval, como um outro bloco qualquer.

Dentro deste segmento, o bloco As Muquiranas alcançaram grande fama, e todos os carnavais, marca forte presença na avenida, com mais de três mil componentes. As fantasias variam tematicamente ano à ano, sempre apresentando com muita graça e purpurina, a alegria e a liberdade de expressão do carnaval. Se você, no entanto, se deparar com algumas muquiranas mais exaltadas, não se assuste. É muito provável que por baixo de todo aquele glamour e maquiagem, exista um comportado “machão” de carteirinha.

Blocos de trio

No passado, embora muito animado, o carnaval da Bahia tinha como marca maior as bandinhas de fanfarra, que tocavam as tradicionais marchinhas, embalando o folião nos clubes e em alguns largos da cidade. A história começou a mudar, quando os pioneiros Dodô e Osmar inventaram a “fubica”, uma espécie de carro amplificado, que já na época, provocava grande rebuliço por onde passava.

A evolução dos tempos, no entanto, fez com que aquele “carro estranho” fosse passo a passo remodelado, ganhando cada vez mais potencia, culminando nos “monstros sonoros” que temos hoje, os trios. Os blocos que eram pequenos, em função do baixo alcance do som, se tornaram grandes aglomerados de alegria, reunindo em alguns casos, mais de quatro mil foliões. São eles os maiores responsáveis pela fama internacional do carnaval baiano, que com esse ganho de milhares de decibéis, se fez escutar em todos os cantos do mundo.

Sobre os trios elétricos e puxando seus blocos, os grandes expoentes da “axé music” conseguem com seus hits, tocados em alto e bom som, movimentar as engrenagens desta grande fabrica de sonhos, chamada Carnaval.

Blocos infantis

A intensa agitação dos blocos de adultos, e os horários em que acontecem seus desfiles, inviabilizavam a participação das crianças no carnaval. Como os pequeninos, à todo custo, não queriam ficar de fora da folia, estimulou-se, então, a criação dos blocos infantis. A partir daí, algumas entidades surgiram, e a garotada passou a desfilar durante o dia, no Circuito Dodô (trajeto Barra – Ondina), arejado pela brisa do mar, num espaço mais amplo e protegido. Após sucesso nos primeiros anos, o segmento se consolidou e, hoje, os pais ficam tranqüilos com o carnaval de seus filhos, encontrando grande prazer em acompanhá-los na farra mirim.

Índio nos blocos

A figura do índio – o “caboclo”, como é chamado – é marcante na cultura baiana, principalmente por sua participação na luta pela Independência da Bahia, que aconteceu um ano depois do fatídico 7 de setembro. Essa afinidade refletiu-se no surgimento de entidades carnavalescas que trajavam seus associados como índios, ainda que sem uma preocupação com autenticidade nacional.  Surgiram, então, os enormes “blocos de índios”, com nomes que se tornaram famosos, como Os Apaches do Tóroró, Comanches e outros. Desde a década de 90, porém, estas agremiações vêm se mantendo com muita dificuldade, diante do comercial e moderno carnaval de hoje.

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