Fale conoscoUnidades de Conservação de Porto Seguro
Marco do Descobrimento, Porto Seguro abriga, até hoje, verdadeiros tesouros indígenas e ecológicos, em uma região cercada de Mata Atlântica, que se confunde com a própria História do Brasil. A primeira imagem registrada do Brasil foi, sem dúvida, a silhueta do Monte Pascoal, ponto mais alto, que se destaca no horizonte da Costa do Descobrimento. Ao seu redor, o Parque Nacional leva seu nome, sendo o único no Brasil que abrange, de uma só vez, matas de encostas e atlântica, com 8 km de praias em meio a recifes, dunas, restingas e desembocaduras de rios – o parque é cortado pelos rios Caraíva e Corumbau, navegáveis a partir da foz. Forma o corredor ecológico da Costa, junto com os parques do Pau-Brasil e do Descobrimento.
A paisagem, de beleza singular, perdura intacta, com vasta Mata Atlântica, habitat de espécies raras e famosas da flora e fauna nativas, com árvores centenárias, 10 mil espécies de plantas, 131 espécies de mamíferos, 166 de aves, 57 de roedores, 183 de anfíbios, 143 de répteis e 21 de primatas, um verdadeiro refúgio ecológico. O Parque abriga, ainda, a reserva Pataxó de Barra Velha e outras aldeias indígenas. Os próprios índios – oito no total – fazem as vezes de guias nas duas trilhas abertas em meio à mata. A primeira vai até o Centro de Visitantes, na praça do Céu Azul, num percurso de 700 metros entre árvores centenárias. A outra vai até o cume do Monte Pascoal, numa longa e íngreme caminhada de 1500 metros. No meio do caminho, exatamente na bifurcação entre as duas trilhas, situa-se o Monumento da Resistência, edificado pela própria comunidade, em homenagem à luta dos povos indígenas pela demarcação de suas terras, pela preservação da sua história e da sua cultura.
Reduto de lendas, o Parque é envolto por histórias místicas que fazem parte do folclore indígena, como Mãe do Mato, a Caipora, o Bicho Homem (o homem da mata), a Onça Invisível (uma índia velha) e a Maracatumba. Fica na porção sul de Porto Seguro e é administrada pelo Ibama. A visitação é aberta ao público, das 7h às 18 horas, e não é permitido o pernoite em acampamentos. Primeira Estação Ecológica criada no país, a Reserva do Pau-Brasil guarda um dos últimos maciços florestais remanescentes do país, com exuberante vegetação de porte arbóreo. Os principais atrativos são mesmo os raros exemplares da árvore que encantou os desbravadores lusitanos: o famoso, e antes tão abundante, pau-brasil. A região abriga ampla flora da Mata Atlântica, ameaçada de extinção. A Estação fica na zona rural, entre os municípios de Eunápolis e Porto Seguro (rodovia BR-367), fazendo limite com a Estação Veracruz. É necessário marcar a visita antecipadamente.
Uma das maiores reservas particulares de Mata Atlântica do Brasil, com mais de 6.000 ha de floresta em excelente estado de conservação, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracruz é de propriedade da empresa Veracel Celulose S.A. e se localiza entre os municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Fica a cerca de 2 km da Estação Ecológica do Pau-Brasil. Um verdadeiro mosaico de ambientes, entre floresta de tabuleiros, florestas ciliares, mussunungas e brejos, abre a uma gama variada de flora e fauna; um deleite para botânicos, observadores de aves, répteis e mamíferos e estudiosos da flora vegetal. Espécies raras de Mata Atlântica, como pau-brasil, jacarandá e massaranduba florescem alheias às ameaças de extinção, habitadas por espécies animais igualmente ameaçadas e raras.
Reduto de programas de conservação e proteção física da reserva, o local abriga o Centro de Manejo de Animais Silvestres, em parceria com o Ibama, zoológicos e universidades. É palco de pesquisa científica, educação ambiental e rota obrigatória do turismo ecológico, com opções variadas de trilhas na floresta, aventuras sobre pontes suspensas e plataformas, além de um mergulho cultural nas raízes e costumes da tribo Pataxó. É necessário contato prévio com a administração para agendar a visita. Os grupos são limitados a 60 pessoas por turno e a visitação só é possível as terças e quintas-feiras. É importante levar repelente. Demarcada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e completamente inserida na Área de Proteção Ambiental de Caraíva/Trancoso, a Aldeia Imbiriba está situada nas proximidades do povoado de Itaporanga, no caminho para Caraíva, a 50 km de Porto Seguro. Nela moram cerca de 280 índios da tribo Pataxó Hã-Hã-Hãe, que realizam um artesanato bastante diversificado e criativo. É possível encomendar peças mais trabalhadas.
Aproveite para conhecer também a pequena vila bucólica de Itaporanga, distante apenas 1 km da aldeia. Criada em 1993 com o intuito de preservar as paisagens naturais e os atributos histórico-culturais que permeiam a cultura indígena, a Unidade de Conservação – Coroa Vermelha abriga um dos maiores patrimônios ecológicos da Costa do Descobrimento. Entre falésias, planícies costeiras de vastos coqueirais, vegetação de restingas, mangues e grande área de várzea, o local é habitat de vasta e preciosa fauna, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Rica também é a flora marinha, repleta de recifes de corais e bancos de areia. A variação do nível das águas forma, ainda, brejos sazonais. A Mata Atlântica reina em plena regeneração, como parte da Reserva Indígena Pataxó.
A paisagem, de beleza desconcertante, emoldura toda a Unidade de Conservação banhada pelo mar e em fina sintonia com as águas doces dos rios e os manguezais. Praias de recifes de corais e grandes piscinas naturais de águas rasas e transparentes completam o cenário estonteante da natureza em seu esplendor. Na maré baixa, é possível seguir a pé pelos bancos de areia que invadem o mar por dezenas de metros, até o recife da Ponta da Coroa Vermelha, e curtir a paisagem da terra sob o ângulo diferenciado do mar. Do Alto do Mutari, uma vista deslumbrante escancara a natureza onde os diversos ecossistemas confluem em plena harmonia, agraciados pelas bênçãos do céu azul e do sol, em seu reinado absoluto. Da foz do rio Caí, no município de Prado, até o rio João de Tiba, em Santa Cruz Cabrália, 130 quilômetros de litoral englobam a área delimitada para o Museu Aberto do Descobrimento - criado pelo Governo Federal em 22 de abril de 1999, visando às comemorações dos 500 anos do Descobrimento.
Trata-se de um museu natural, a céu aberto, onde as “galerias” são praias, vales e trilhas naturais e o “acervo”, um conjunto de acidentes geográficos e núcleos urbanos tradicionais, dispostos como peças em exposição permanente. Primeiro Parque Municipal Marinho do Estado, Recife de Fora é administrado pela Prefeitura de Porto Seguro, em conjunto com empresas de mergulho. Apenas 3% do total protegido é aberto ao público, e a visitação é regulamentada para evitar qualquer tipo de agressão ao meio ambiente, a fim de transformá-lo em um atrativo autossustentável. O restante do local é reservado a pesquisas e preservação permanente. O atracadouro para embarque fica no Cais da Tarifa, em frente à Passarela do Álcool, na cidade de Porto Seguro, e a saída para o Recife de Fora varia de acordo com a maré. A melhor época é durante o período de lua cheia ou nova, que coincide com a maré viva, quando ela atinge seus níveis máximo e mínimo - quanto mais seca, melhor para o passeio, pois os recifes do parque afloram e é possível relaxar nas piscinas naturais que se formam entre os corais mais ricos de todo o Atlântico Sul. Aproveite para mergulhar e desbravar a rica fauna a flora marinha e leve tênis para poder andar sobre os recifes.
A Fazenda Manona abriga ecossistemas de restingas, matas de transição e ciliar, à beira do rio que lhe cedeu o nome, em uma área de preservação ambiental de 7 ha (RPPN). A própria proprietária desenvolve trabalhos de educação ambiental e conscientização ecológica junto à comunidade local e aos visitantes. A natureza contempla os presentes logo na chegada, na chamada “casa de hospedagem”, de onde se tem uma vista panorâmica da Coroa Vermelha, Ponta Grande e Parque Municipal Recife de Fora, do alto de uma falésia com 42 m de altura. Os passeios incluem quatro opções de trilha: Manona, seguindo o córrego do rio e com direito a banhos de cascata; Aracuã, ótima para observação de pássaros; Juçara e Araticum, passando por entre mata velada. É importante trajar calça comprida e sapato fechado, sem esquecer do repelente.



























