Passeio pela orla de Juazeiro

Juazeiro reserva belas praias de águas doces e ilhas fluviais.

Banhada pelo imponente Rio São Francisco, a cidade de Juazeiro reserva belas praias de águas doces e ilhas fluviais. Ao longo da orla, bancos de alvenaria à sombra de amendoeiras, tendo a Ponte Eurico Gaspar Dutra - que liga Juazeiro a Petrolina – ao fundo, é a pedida ideal para quem curtir o pôr-do-sol ao som de boa música. O cenário bucólico serviu de inspiração para o cantor Caetano Veloso, na música “O Ciúme”, onde canta a cidade em versos, reverenciando tamanha beleza: “"Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia // Tudo esbarra embriagado de seu lume // Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia”".

Estruturada para receber bem o visitante, a orla concentra variadas atrações. As barracas oferecem o melhor da culinária regional, enquanto artistas se revezam nos palcos, entoando canções da MPB. Para quem curte mais agito, o calçadão agrupa bares que tocam pagode e forró, e capricham no churrasco de picanha. Por vezes, a animação se estende pelas ruas, palco de danças animadas entre a galera jovem.

É também na orla que fica o tradicional restaurante “Vaporzinho”. Funciona dentro do vapor Saldanha Marinho, construído na América do Norte e adquirido pelo Imperador D. Pedro II para navegar nas águas do São Francisco, depois de já ter passado pelos rios Mississipi e Amazonas. Envolto em lendas e mistérios, o atrativo reserva histórias seculares sobre a região e o famoso rio, criando um ambiente descontraído, regado à bossa nova, bolero e salsa. A especialidade da casa é o surubim, que preparado de diversas maneiras, é um verdadeiro deleite ao paladar. Para sobremesa, a pedida é ir até a Praça São Tiago Maior, onde as sorveterias oferecem variados sabores de frutas típicas locais, como umbu, manga, pinha, mangaba, jaca e coco verde.

Nesta mesma praça, uma imensa estátua de bronze, em meio ao jardim, encanta pela beleza. O curioso é que não se sabe, ao certo, a quem se presta à homenagem: enquanto a história oficial relata ser a estátua de São Tiago Maior, os mais antigos defendem se tratar, de fato, de uma representação do banqueiro mais forte de Juazeiro. Na dúvida, aproveite para curtir a tranqüilidade do local e ouvir boas histórias de outrora.

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