Fale conoscoSão Félix
São Félix está cravada entre o rio e a serra. Do lado direito tem o Paraguaçu, rio que reflete a imagem da cidade vizinha, Cachoeira. Do lado esquerdo, tem um dos mais belos visuais da região: um grande morro, que pode ser mais explorado quando subimos a estrada íngreme e cheia de curvas, a qual dá acesso ao município de Muritiba.
A cidade teve importante função de terminal tropeiro, pois dela partia a “Estrada das Minas”, que passava por Rio de Contas, na Chapada Diamantina, chegando até Minas Gerais e Goiás, usada pra fazer transporte de diversos tipos de cargas.
Com história muito parecida à de Cachoeira, foi durante o século XVIII e primeira metade do século XIX que a povoação de São Felix experimentou seu maior desenvolvimento, resultante da atividade comercial. Por muito tempo, a área que margeia o Rio Paraguaçu abrigou depósitos e armazéns de fumo e três grandes fábricas de charuto, que deram ascensão econômica à região.
Segmentos
Outras Informações
Atrações
Características
Área
143 km2
População
14.116
DDD
75
Feriados
02.07 | Independência da Bahia
12.10 | Nossa Senhora da Aparecida
02.11 | Finados
15.11 | Proclamação da República
Clima |Temperatura Média
úmido no verão e ameno no inverno | 26º
Artesanato
O artesanato de São Félix é composto por peças em cerâmica, couro e madeira.
Gastronomia
O prato típico da região do Recôncavo Baiano é a maniçoba, que tem por base a folha da mandioca, um dos legados dos índios que ali se encontram. A maniçoba recebe os mesmos ingredientes da feijoada, porém com a folha da mandioca no lugar do feijão. Seu preparo é feito com as folhas da mandioca moídas e cozidas por aproximadamente uma semana, para que se retire da planta o ácido cianídrico, que é venenoso. Depois são acrescentados carne de porco, carne bovina e outros ingredientes defumados e salgados. A maniçoba é servida acompanhada de arroz, farinha de mandioca e pimenta.
Manifestações Culturais
Bumba-meu-boi
É a mais estranha, original e complexa dança dramática do Brasil, apresentando variantes em diferentes regiões do país. Apresentam-se vários personagens celebrando sempre o boi. O bailado consiste na sucessão de várias cenas alusivas ao animal, que depois é conduzido por dois vaqueiros, sendo ferido por um deles.
Queima de Judas
Judas são bonecos de palha ou de pano, queimados no Sábado de Aleluia. Banidos dos centros das cidades grandes, os Judas continuam nas zonas rurais, pendurados nos galhos de árvores, e sua queima acontece logo depois que os sinos anunciam a Aleluia Litúrgica. Em todo o Brasil é costume fazer o julgamento do Judas, sua condenação e execução. Antes do suplício, alguém lê o julgamento de Judas em versos, colocado especialmente no bolso do boneco.
Reisado
É uma denominação erudita para os grupos que cantam e dançam na véspera e no Dia de Reis – 6 de janeiro – conhecido também como Epifania, festa coletiva de vários fatos da vida de Jesus. A data celebra a manifestação da divindade de Cristo, é o dia da adoração de Cristo. Os participantes costumam usar roupas de tecidos vistosos, ornamentados com areia brilhante, miçangas, etc. Os foliões de Reis imitam os Reis Magos, que viajam guiados pela estrela de Belém. O grupo pode sair todas as noites, do Natal até o Dia de Reis, percorrendo as ruas, sítios ou casas, sendo sempre bem recebido com seus cânticos, com tocadores de viola, caixa e pandeiro.
Samba de Roda (Batuque, Chula, Corrido, de Coco e de Lata)
Ritmo nacional por excelência e símbolo da identidade cultural brasileira, o samba originou-se de danças africanas, como o lundu e a semba. Ao espalhar-se pelo país, dividiu-se em uma vasta escala de gêneros, tornando-se um estilo musical bastante diversificado. Na Bahia, destaca-se o samba de roda do Recôncavo, fortemente ligado às tradições africanas, como o candomblé. Em 2005, essa tradição conquistou o status de obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No ano anterior, o samba de roda já havia sido registrado no Livro das Formas de Expressão, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tornando-se patrimônio cultural brasileiro.
Na Bahia, as principais variações detectadas são: batucada (também chamada de batuque, pode ser dançada em roda); samba corrido (samba em que se alternam um ou dois solistas e a resposta vocal do coro); samba chula (samba de versos ou chulas em que somente uma pessoa samba por vez); samba de coco (mistura letras singelas e traços das culturas indígena e sertaneja) e samba de lata (típico da comunidade quilombola de Tijuaçu, Senhor do Bonfim, de batucada em lata d’água).
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