Fale conoscoSanto Amaro
Todos se encantam com a magia desta terra simpática, que presenteou o Brasil com diversos filhos ilustres. Entre eles estão Caetano Veloso, Maria Bethânia, o artista plástico Emanuel Araújo e os valentes “Besouro Cordão de Ouro” e “Popó”, mestres de capoeira e maculelê, que mostraram para o mundo toda a beleza e ginga dos filhos desta terra morena.
A cidade é cercada de belíssimas cachoeiras e cascatas, muito procuradas por visitantes de todo o mundo. Além da imensidão de belezas naturais, o lugar preserva imponentes edificações antigas. A capela de Santo Amaro e o Solar Paraíso foram as primeiras construções do que viria a ser a área urbana da cidade. A região era habitada pelos índios Caetés, Pitiguaras e Carijós. Em 1557, às margens do rio Traripe, próximo ao mar, começaram a surgir novos povoados que dariam origem ao que conhecemos hoje como Santo Amaro da Purificação.
Segmentos
Outras Informações
Atrações
Características
Área
524 km2
População
58.414
DDD
75
Feriados
02. 07 | Independência da Bahia
12.10 | Nossa Senhora da Aparecida
02.11 | Finados
15.11 | Proclamação da República
Clima | Temperatura Média
Semi-úmido | 23º
Artesanato
As principais expressões do artesanato santamarense são as peças em cerâmica e a renda de bilro, que formam lindas colchas e toalhas de mesa.
Gastronomia
O prato típico de Santo Amaro é a maniçoba, que tem como base a folha da mandioca, um dos legados dos índios encontrados no Recôncavo Baiano. A maniçoba recebe os mesmos ingredientes da feijoada, porém com a folha da mandioca no lugar do feijão. Seu preparo é feito com as folhas da mandioca moídas e cozidas por aproximadamente uma semana, para que se retire da planta o ácido cianídrico, que é venenoso. Depois são acrescentados carne de porco, carne bovina e outros ingredientes defumados e salgados. A maniçoba é servida acompanhada de arroz, farinha de mandioca e pimenta. A região do Recôncavo também é famosa pela produção de licor, principalmente durante as festas de São João. Sabores variados e exóticos, como maracujá, passas, rosas e chocolate, dentre outros, aquecem os participantes das festas juninas.
Manifestações Culturais
Afoxé
A palavra “afoxé” significa adivinhação, profecia ou predição do futuro. Esta manifestação folclórica se caracteriza, sobretudo, pela figura central – o babalawô ou baba-oni-awô, o pai conhecedor do futuro, dos destinos, iniciado nos mistérios do jogo oracular, acompanhado de seus “ajudantes”, em torno dos quais se desenvolve toda a atividade lúdica do grupo. Os participantes usam roupas de cetim e algumas filhas de santo, vestidas de baiana, conduzem um estandarte. O centro de profundo interesse do afoxé é a boneca preta – babalotim, bordada no estandarte. Os membros cantam em língua nagô e costumam ser muito aplaudidos pelo público.
Lindro Amor
Manifestação de caráter religioso, que tem como finalidade tirar esmolas ou “missa pedida” para comemorar os festejos de São Cosme e São Damião ou de algum santo padroeiro. Os santos são colocados em andores ornamentados de papel crepom colorido, e flores, os quais são conduzidos por mulheres que usam saias compridas, estampadas, batas, calçando chinelas ou descalças, chapéu de palha enfeitado de fitas ou de papel crepom. Os homens usam calça branca ou de outra tonalidade clara. O cortejo é acompanhado de instrumentistas tocando viola, cavaquinho, pandeiro, tambor e violão e os cânticos entoados estão ligados ao santo homenageado.
Maculelê
É uma dança negra que há mais de cem anos ocorre em Santo Amaro da Purificação. O grupo se compõe de alguns pares de negros, agéis e fortes, cada qual armado de um bastão de boa madeira de lei, principalmente biriba, medindo 60 ou 70 centímetros. O chefe do grupo usa um bastão mais forte e maior e, durante a dança, com os pares formando roda, o chefe bate com seu bastão nos bastões dos pares e estes aparam a pancada formando um “x” com os dois pedaços de madeira. Acontece durante a festa de Nossa Senhora da Purificação e no Bembé do Mercado, realizada em maio, pela passagem da Abolição da Escravatura.
Nego Fugido
Manifestação folclórica que dramatiza a fuga de um escravo no Distrito do Acupe, no município de Santo Amaro, no dia 13 de maio – Abolição da Escravatura. Acontece durante os festejos juninos, São Pedro e São João, e nas festas cívicas Dois de Julho e Sete de Setembro.
Samba de Roda (Batuque, Chula, Corrido, de Coco e de Lata)
Ritmo nacional por excelência e símbolo da identidade cultural brasileira, o samba originou-se de danças africanas, como o lundu e a semba. Ao espalhar-se pelo país, dividiu-se em uma vasta escala de gêneros, tornando-se um estilo musical bastante diversificado. Na Bahia, destaca-se o samba de roda do Recôncavo, fortemente ligado às tradições africanas, como o candomblé. Em 2005, essa tradição conquistou o status de obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No ano anterior, o samba de roda já havia sido registrado no Livro das Formas de Expressão, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tornando-se patrimônio cultural brasileiro.
Na Bahia, as principais variações detectadas são: batucada (também chamada de batuque, pode ser dançada em roda); samba corrido (samba em que se alternam um ou dois solistas e a resposta vocal do coro); samba chula (samba de versos ou chulas em que somente uma pessoa samba por vez); samba de coco (mistura letras singelas e traços das culturas indígena e sertaneja) e samba de lata (típico da comunidade quilombola de Tijuaçu, Senhor do Bonfim, de batucada em lata d’água).
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