Fale conoscoSanta Brígida
O município de Santa Brígida recebeu este nome em 16 de julho de 1817. Até então, ele era conhecido como "Itapicuru de Cima". A história da cidade começou quando um fidalgo português, Antônio Manoel de Souza, se casou com uma brasileira chamada Brígida. Após a morte da mulher, o fidalgo, que era proprietário de terras, decidiu doá-las e, no ato da escritura, mudou o nome para o de Santa Brígida.
Em 1940 Santa Brígida já era um pequeno povoado do município de Jeremoabo, com raras casas de barro cobertas de palha. Tinha apenas um criatório de bodes e cabras. A cidade tornou-se conhecida pela passagem de Lampião ao local, por ser a terra de Maria Bonita.
Em 1942, outro fato chamou atenção para o município, quando um penitente chegou à cidade pregando e curando as pessoas. O penitente se chamava Pedro Batista da Silva, e ficou conhecido por sua sabedoria em dar conselhos, efetuar curas e livrar pessoas dos maus-espíritos. O fato atraiu diversos romeiros ao município, o que o credenciou a ser incluído no Roteiro Turístico e Cultural Religioso Nacional.
Outras Informações
Atrações
Características
Área: 595 Km².
Superfície: 852,60 km²
Densidade: 852,60 km²
Altitude: 285 m
Clima: Semiárido
DDD: 75
Artesanato
Foram cadastrados pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo 62 artesãos em todo o município. Os artesãos já trabalham com artesanato há quase duas gerações, e o que chama atenção é a variedade de produtos feitos com palha de ouricuri (espécie de coco) e sisal. Os produtos confeccionados são tapetes, bolsas, chapéus e produtos de couro, dentre outros. As peças são comercializadas nas feiras semanais do município. Já existe uma associação que reúne esses artesãos, a Associação dos Artesãos de Santa Brígida (AASB).
Gastronomia
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Manifestações Culturais
O calendário de eventos do município atrai o público pela diversificação que o compõe. Os visitantes podem desfrutar de grandes espetáculos.
Danças do São Gonçalo
A dança que homenageia São Gonçalo do Amarante tem três versões diferentes, Alagoano, Baiano e Pernambucano.
São Gonçalo Alagoano:
A dança surgiu em Portugal, onde se cultua o santo desde o século XIII, e desperta a atenção de turistas, curiosos e devotos. A dança é realizada por 12 mulheres, distribuídas em duas colunas de seis, com quatro tocadores homens. As pessoas se vestem de branco e dançam com os pés descalços ao som de instrumentos como rebeca de quatro cordas, viola de cinco cordas, pandeiro, etc.
São Gonçalo Baiano:
A origem da dança data de 1924 e surgiu com Jacó Marques da Silva, como forma de pagamento de promessas dos devotos do São Gonçalo do Amarante. Nesta dança, tanto os homens quantos as mulheres podem se apresentar ao som de cuia, pandeiro e viola. Ao pagar a promessa, fogos de artifício são acesos, assim como também uma vela é acesa ao lado da imagem do santo.
São Gonçalo Pernambucano:
Cerca de 24 pessoas compõem o grupo tradicional da apresentação do São Gonçalo Pernambucano. As mulheres, em número maior que os homens, usam chapéus de palha e trajam saias azuis e blusas brancas. A apresentação ocorre ao som de violão e pandeiro, com a imagem do santo.
Bacamarteiros
Num ritual com muitos efeitos, os batalhões ou tropas disparam tiros de pólvora com seus bacamartes (arma de fogo de cano curto e largo). A parte musical fica por conta da banda de pífanos e a participação de 36 homens com indumentárias azuis, chapéus de couro, botas e cartucheiras de cangaceiro.
Guerreiros
A manifestação surgiu na década de 50, do século passado, como forma de homenagem a Santa Joana D’Arc e foi ensinada por Madrinha Dodô, a confidente do beato Pedro Batista. Madrinha Dodô, ao receber uma imagem de São Jorge, criou a apresentação que mistura um grupo de homens, com espadas sem ponta, lutando e dançando ao som de hinos em homenagem a São Jorge e Santa Joana D'Arc. A dança também conta com a participação de mulheres, e os componentes se vestem na cor azul-marinho, com miçangas e fitilhos dourados, além de chapéu de marinheiro.
Maneiro-Pau
Considerada uma dança guerreira muito parecida com o maculelê baiano, o maneiro-pau conta com 33 componentes vestindo indumentárias azuis, chapéus de cangaceiro e imitação de cartucheiras. Os participantes dançam batendo paus em fileiras, formando rodas e ao som de cânticos próprios. A apresentação acontece com as imagens do padre Cícero Romão e uma imagem de N. Sra. das Dores e também ao som de uma banda de pífanos.
Penitentes
É uma forma de purificação da alma em que os homens praticam o autoflagelo. Eles saem à meia-noite, encapuzados, vestindo trajes azuis com cruzes brancas e cantam músicas religiosas. Para encerrar, eles param em um cemitério para fazerem suas penitências.
Telefones
Câmara Municipal de Santa Brígida
End.: Pça. Prof. Raimundo Santana Gomes, 338 ver mapa
Centro
Tel: (75) 36982211
Prefeitura Municipal de Santa Brígida
Endereço: R. Juscelino Kubitschek, s/n ver mapa
Tel: (75) 3698-2333
Delegacia de Polícia de Santa Brígida
Endereço: Av. Getúlio Vargas, s/n ver mapa
Centro
Tel:(75) 3698-2108





















