Fale conoscoPrado
Nos 84km de litoral, as falésias de tons variados e rara beleza intercalam-se com planícies, praias de águas mornas e piscinas naturais convidativas, rodeadas pelo vasto coqueiral. Reduto também de parte imponente na história nacional, foi em Prado, na foz do Rio Cahy, que se deu o primeiro contato entre índios e portugueses, antes mesmo das caravelas lusitanas chegarem ao ponto depois batizado de Porto Seguro.
A cidade fica, exatamente, na fronteira entre a Costa do Descobrimento e a Costa das Baleias; palco de belezas naturais e reduto histórico e cultural. O Centro Histórico preserva o casario dos séculos XVIII e XIX, com ruas estreitas, calçadas com paralelepípedos, e praças arborizadas.
Destaque para as centenárias construções da Matriz de Nossa Senhora da Purificação, a antiga Cadeia Pública, a Casa Colonial do Beco das Garrafas e o sobrado da rua Rui Barbosa. Reduto da calmaria, os próprios hábitos locais remetem o visitante a um passado longínquo, de cadeiras espalhadas na calçada, às portas das casas no final da tarde, para uma boa prosa.
Segmentos
Outras Informações
Atrações
Roteiros
Características
Área
2.101 km²
População
26.498
DDD
73
Feriados
02.07 | Independência da Bahia
12.10 | Nossa Senhora da Aparecida
02.11 | Finados
15.11 | Proclamação da República
Clima | Temperatura Média
Úmido | 24°C
Gastronomia
Frutos do mar
Manifestações Culturais
Bailes Pastoris Folguedo dramático popular originado do teatro religioso medieval, os bailes pastoris eram escritos por anônimos bi-letristas, em representação a autos sagrados, e encenados no adro e dentro dos templos católicos. Hoje, são representações familiares, de trama simples, mas ainda, em sua maioria, de resguardo das heranças religiosas. O enredo culmina na chegada de alguém trazendo a notícia do nascimento de Cristo, fazendo com que todo o elenco ponha de lado as suas divergências para, em convergência unânime, conclamar a platéia a fazer a peregrinação sagrada de respeito e adoração ao ilustre filho de Deus. A dramatização se divide em dois cordões rivais de pastorinhas: azul e encarnado; cores votivas de Nossa Senhora e Jesus Cristo. Os grupos disputam fervorosamente a preferência do público, cabendo à moderadora Diana, metade azul e metade encarnado, apaziguá-los. As pastoras são moçoilas trajadas de branco, com uma fita longa do cordão a tiracolo (conforme a cor) e chapéu rústico de palha com abas largas enfeitadas por fitas. O cordão encarnado é chefiado pela mestra e, o azul, pela contra-mestra. Figuram, ainda, anjos e pastores, o velho (figura cômica), estrelas, as estações, as virtudes, as flores, a Terra, o Sol e a Lua, a noite e, em geral, gente humilde - peixeira, florista, camponesa, baiana, caçador, jardineiro... As cantigas relacionadas exclusivamente com o motivo sacro do Nascimento de Jesus, loas e jornadas delicadas, suaves e de fundo sacro – introduzidas pelos jesuítas no século XVI - passaram a incluir, também, canções profanas, sem nenhum nexo com a representação, mas que fazem parte do imaginário popular local e continuam atraindo multidões com seus cânticos e danças. Os bailes pastoris são destaque nas cidades de Prado, Canavieiras, Porto Seguro e Salvador, em especial no mês de dezembro, com a proximidade dos festejos natalinos. Bumba Meu boi A origem do auto do bumba-meu-boi remonta ao século XVIII, auge do ciclo de gado. Encenada em tons de sátira e de tragédia, a dança do boi e do homem simboliza o contraste entre a inteligência e a força bruta, com personagens alegóricos, enfeitados de adereços e em incidentes cômicos e dramáticos, mas de desfechos alegres. A dança é uma invocação crítica aos desníveis sócio-econômicos entre vaqueiro e patrão e tem influência das culturas indígena, africana e portuguesa. A principal atração é mesmo o boi. Consiste em uma armação de madeira em forma de touro, coberta por veludo bordado e cuja armação é presa a uma saia de tecido colorido. É conduzido por uma pessoa, denominada de miolo do boi. O bailado, marcado por tambores, pandeiro, zabumba e maracás e entoado por cantigas, encanta também pela riqueza de cores e indumentárias. Também chamado de Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromedário e Mulinha-de-Ouro, a encenação conta uma estória que se passa em uma fazenda, no interior do país. Um negro vaqueiro, sua mulher cabocla e um homem branco, dono da fazenda e, portanto, do estimado boi de raça, são as personagens fixas, acompanhadas, normalmente, pelo Virgulino, o Caipora, o Gigante, o Capataz, o Caboclo Real, o Capitão, o Caçador e o Padre. O Negro Chico, desesperado porque sua esposa grávida sente desejo de comer a língua do estimado boi, resolve roubar o animal. Em uma das versões, o Pai Chico é capturado com o boi adoecido que, após ser curado pelo pajé, revive e começa a dançar. Tudo termina em festa e o vaqueiro é perdoado. Na outra versão, o boi morre e seu corpo é partilhado. Tradição no interior do estado, a Festa do Bumba-meu-boi preenche os festejos natalinos e, em menor incidência, o Carnaval e outras festas locais, com duração de cerca de três dias. Cachoeira, Camamu, Canavieiras, Conde, Cruz das Almas, Ibotirama, Juazeiro, Inhambupe, Jequié, Monte Santo, Santo Antônio de Jesus, São Félix, Prado, Jiquiriçá, Itacaré, Nova Viçosa e Porto Seguro mantém viva a herança secular de louvação ao boi. Burrinha Folguedo popular comum em alguns grupos de Bumba-meu-boi, a burrinha é, na verdade, um cavalinho ou burro pequeno em estrutura de madeira e com um furo central por onde entra o seu condutor. O chamado brincante veste a burrinha, que fica dependurada sobre seus ombros por tiras no estilo de um suspensório, como se fosse um balaio na cintura. Com vestimentas coloridas e de estampas fortes, o homem mascarado dança como se estivesse a cavalgar a burrinha, sempre acompanhado de violão, ganzá e pandeiro. A cabeça do animal é estilizada em folhas de flandres. A folia marca as comemorações do Dia de Reis, no 06 de janeiro. Muito comum nas cidades de Cruz das Almas, Itaparica, Maragogipe, Prado e Jiquiriçá. Chegança (marujada) Esse bailado popular antigo, de origem portuguesa e que representa a luta entre mouros e cristãos, dramatiza as lutas lusitanas e as conquistas marítimas. Trajados de marinheiros e empunhando armas, o bailado simboliza a derrocada do Islamismo frente à superioridade do Catolicismo. Ao final da batalha, os mouros – derrotados – são convertidos e batizados. Também conhecida como Barquinha ou Nau Catarineta, a Chegança marca os festejos dos santos padroeiros locais com desfiles do porto até a igreja, entoados pela bandinha devidamente fardada de marujo. As comemorações variam de acordo com a localidade. Em Jacobina, a data é móvel, quando da Festa de São Benedito, em seqüência às celebrações do Divino Espírito Santo. Em Alcobaça, ocorre no dia 20 de janeiro, também na Festa de São Benedito. Em Prado, na segunda-feira após a Semana Santa, igualmente durante as comemorações de São Benedito. Em Mucuri, no dia 19 de março, na festa de São José. Puxada do mastro Tradicional cerimônia em louvação a São Sebastião, a Puxada de Mastro reúne caboclos, negros e brancos ao redor de um grande tronco de madeira, erguido em frente à igreja. Um grupo de homens parte para a floresta Atlântica logo cedo, às 6 da manhã, derruba uma grande árvore, arrasta o tronco até a praça da cidade, transforma-o em mastro e finca, no seu topo, o estandarte de São Sebastião para, então, erguê-lo diante da igreja, em plena praça municipal. Evento importante no calendário da Estância Hidromineral de Olivença, em Ilhéus, a Puxada de Mastro em homenagem a São Sebastião tem início com a Bandeira do Espírito Santo, que todo ano recolhe donativos para efemérides. Reza a crença que grandes calamidades e tragédias se abaterão se o povo não substituir o mastro à entrada da Igreja de Nossa Senhora da Escada. Espécie de penitência em que se clama, aos santos, proteção contra todos os males que afligem a humanidade, a Puxada de Mastro remonta ao período colonial, como resultado da cristianização de um ritual indígena. Os nativos das diversas tribos encenavam jogos, cerimônias e ritos com toras de madeira, até que os jesuítas, para atrair novos adeptos à religião Cristã, transformaram a antiga tradição na festa do mastro com a bandeira de São Sebastião, em especial na região sul e extremo sul da Bahia. Principal manifestação folclórica da região, a festa atrai grande número de seguidores ao som entoado por tambores, flauta e cantigas indígenas. Em Ilhéus, os festejos ao santo padroeiro ocorrem sempre no segundo domingo de janeiro. Celebrado também em Prado, no dia 20 de janeiro; em Trancoso, com festejo duplo dias 19 e 20 do citado mês; e em Alcobaça, com direito a uma semana de louvação, de 31 de dezembro a 6 de janeiro.
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