Fale conoscoMaragojipe
Uma tribo de índios Aimoré dominava a margem direita do Rio Peroaçu (mais tarde Paraguaçu) no trecho em que este recebe as águas do Guaí, e chamavam o lugar de "Marag-gyp", "rio dos mosquitos", em razão do local ser cercado por extensos manguezais, habitat de insetos, especialmente nas mudanças de maré. A partir daí, surgiu o nome da cidade que, ainda hoje, encanta pelas belas paisagens.
Maragogipe fica, exatamente, no ponto de encontro do Rio Paraguaçu com o Rio Guaí, formando uma extensa região de lagamar, cercada por cerca de 30 km de manguezais com, aproximadamente, 30 metros de largura. Apresenta excelentes condições para o turismo náutico, contando, inclusive, com uma ponte de atracação para embarcações de grande porte.
Último paradeiro náutico do Recôncavo Baiano, a cidade ainda abriga, no porto do Caijá, dezenas de canoas e saveiros. As antigas embarcações à vela eram muito utilizadas para o transporte das mais diversas mercadorias no interior da Baía de Todos os Santos até recentemente. Hoje, ainda restam alguns exemplares concorrendo com meios de transporte mais modernos.
Como outras cidades da região, Maragogipe traz uma forte tradição religiosa católica, mas é também comprometida com o candomblé. A cidade pacata se transforma durante o mês de agosto, quando é celebrada a festa de seu padroeiro, São Bartolomeu.
Segmentos
Outras Informações
Atrações
Características
Área
450 km2
População
33.850
DDD
75
Clima | Temperatura Média
Úmido | 25º
Artesanato
O artesanato do município é produzido basicamente nos distritos de Najé e Coqueiros, que fabricam as peças de cerâmica de forma rústica e manual sem auxílio de qualquer instrumento de trabalho, usando apenas as mãos. A mão de obra é basicamente feminina, o barro é apanhado em terrenos na redondeza e beneficiado a beira dos casebres dos povoados.
Gastronomia
A culinária de Maragojipe é baseada em geral em frutos do mar em virtude da situação litorânea do município. Pratos como moquecas de camarão, catados de siri, caldo de lambreta e de sururu, além é claro de pratos exóticos: como bobó de inhame, moqueca de carne seca com jiló, e pirão de café com carne de fumeiro ou carne seca e a nossa divina mariscada. Além de tudo isto, temos a nossa farinha de mandioca, conhecida como farinha da copioba, porque é produzida na serra da copioba e é considerada a melhor farinha do país.
Manifestações Culturais
Burrinha
Folguedo popular comum em alguns grupos de Bumba-meu-boi, a burrinha é, na verdade, um cavalinho ou burro pequeno em estrutura de madeira e com um furo central por onde entra o seu condutor. O chamado brincante veste a burrinha, que fica dependurada sobre seus ombros por tiras no estilo de um suspensório, como se fosse um balaio na cintura. Com vestimentas coloridas e de estampas fortes, o homem mascarado dança como se estivesse a cavalgar a burrinha, sempre acompanhado de violão, ganzá e pandeiro. A cabeça do animal é estilizada em folhas de flandres. A folia marca as comemorações do Dia de Reis, no 06 de janeiro.
Carnaval
Nascido da irreverência e da criatividade de seu povo, o Carnaval de Maragojipe cresceu e se fortaleceu com o passar dos tempos, transformando-se numa das manifestações culturais mais originais e encantadoras do Brasil. Caretas e grupos fantasias dançam ao som das bandas e fanfarras que alegram as ruas da cidade com as tradicionais marchinhas dos antigos carnavais. O Carnaval de Maragojipe agora é patrimônio imaterial do Estado, sendo diferente de tudo que existe neste segmento no pais .Uma festa popular única e plural , onde todos se misturam e são caretas. Um congraçamento coletivo típico de um povo que sabe valorizar o que tem de melhor.
Samba de Roda
Maragojipe é, sem sombra de dúvidas, um dos celeiros do Samba no Recôncavo. Fortes indícios históricos do povoamento dos negros nas terras maragojipanas demonstram que já no século XVII havia concentração de quilombos, a exemplo da comunidade do Pinho.
O Samba de Roda é um estilo musical tradicional afro-brasileiro, associado a uma dança muito próxima à capoeira e ao candomblé. É tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado por cantos e palmas. Teria surgido por inspiração sobretudo de um ritmo africano, o semba, e se formado a partir de referências dos mais diversos ritmos tribais africanos, obedecendo-se a diversidade e importância cultural da raça negra no Brasil, bastante notável.
O Samba originado no Recôncavo Baiano é uma mistura de música, dança, poesia e festa, espalhando-se, posteriormente, por várias partes do país, principalmente Pernambuco e Rio de Janeiro.
Festejos Juninos
As tradições juninas fazem parte do imaginário popular nordestino e em Maragojipe esta tradição é mantida pelo povo com um caráter comunitário que leva seus moradores a abrirem as portas de suas casas para receberem vizinhos e visitantes, e assim oferecer-lhes a boa e velha hospitalidade maragojipana, regada a muito licor, bolos, milho cozido e muita prosa.
Além desta singularidade, podemos nos deliciar no Forró do Cais (realizado próximo ao dia 24 de junho), com as atrações musicais, quadrilhas e o autentico forro pé-de-serra.
Os festejos juninos de Maragojipe são compostos por reverências à Santo Antonio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho).
Festa de São Bartolomeu
O povo de Maragojipe vive para o mês de agosto. Já no primeiro sábado de julho, quando ainda se ouvem o troar das bombas juninas e o riscar luminoso das espadas, acontece o Pregão, um cortejo formado por uma charanga, grupo de mascarados e comissão de festas, que distribuem um folheto, no qual se prenuncia o mês santo, o arauto anunciador de que agosto já chega e, com ele, que se abram portas e corações para as solenidades religiosas e profanas do padroeiro.
No primeiro domingo acontece o Bando Anunciador, com centenas de cavaleiros e amazonas, um verdadeiro desfile hípico de muita animação. Nesta data é distribuída a programação geral dos festejos do mês de agosto.
No outro domingo, o segundo de agosto, acontece a Lavagem da Igreja, um ritual essencialmente religioso e devocional, que se constitui em uma faxina do templo, o qual é lavado por piedosas senhoras e representantes da sociedade local.
No terceiro domingo as coisas derivam para o lado profano e popular, com a famosa lavagem das escadarias do templo, ruas e becos de Maragojipe. São dezenas de balizas e estandartes dançando no ar, o samba de roda, as baianas com suas jarras cheias de olorosas águas de cheiro e afetos. Canções de ditos dúbios e picantes se ouvem na explosão das dores não mais reprimidas.
No último sábado do mês, acontece a belíssima regata Aratu X Maragojipe. Um dos maiores acontecimentos náuticos do Brasil. Uma competição – onde participam naus de outros países – que reúne cerca de 300 embarcações, com aproximadamente 1.500 tripulantes. A prova tem início nas águas da Baía de Aratu (Aratu Iate Clube) e encontra sua linha de chegada no porto do Caijá, onde o Rio Paraguaçu abraça o mar.
Na segunda-feira seguinte, na despedida da bruma leve do mês de agosto, ocorre a tradicional procissão, uma peregrinação de fé, o santo em seu andor em madeira-de-lei, pesadíssimo, mas leve nos ombros de quem tem fé. E lá se vai Bartolomeu, pelas ruas de seu feudo, como se andando estivesse, melenas ao vento, adaga de seu martírio na mão e a veste vermelha de seu sangue derramado.
Telefones
Serviços de Informações Turísticas – 75| 3526-1958
Prefeitura Municipal – 55 75| 3526-2956/2954/2950
Secretaria de Cultura e Turismo – 55 75| 3526-2968
Secretaria de Saúde – 55 75| 3526-2962/2963
Hospital Municipal – 55 75| 3526-1310/1117























