Canavieiras

Uma paisagem ainda primitiva, santuário ecológico cercado de ilhas por todos os lados, praias paradisíacas e rios, envolta por Mata Atlântica, vastos coqueirais e áreas de manguezal formam o cenário deslumbrante de Canavieiras. Abrigo de uma diversificada fauna silvestre, Canes, como é conhecida a cidade, é também o maior pesqueiro natural de robalo do Brasil, e o maior viveiro de Marlin Azul do mundo. Às margens do rio Pardo e de frente para o mar, seus 17km de praias reservam águas rasas e tranquilas, ondas radicais para a prática do surf e pontos ideais para pesca. Opulenta à época do auge do cultivo e exportação do cacau, foi na Fazenda Cubículo, em Canavieiras, que foi plantado o primeiro pé da semente em toda a região, no século XVIII. Ainda hoje, as inúmeras fazendas dominam a paisagem ao longo dos rios. O Centro Histórico remonta aos anos do chamado “ouro negro”, com seus belos casarões dos séculos XVIII e XIX. A cidade dispõe de infraestrutura completa para receber bem o visitante: hotéis e pousadas, que prezam pelo contato com a natureza, restaurantes, bares e barracas de praia com o melhor da culinária local, farta em caranguejo e frutos do mar. Para acompanhar, nada melhor que uma água de coco e drinques à base de frutas tropicais, brindados ao sol da Bahia.

Atrações

Canavieiras Sitio Histórico: Sitio Histórico Dr. Paulo Souto, com casarões dos...
Região habitada por pescadores, que, além da lama medicinal que se encontra na parte...
Dona de focos preservados da quase extinta Mata Atlântica, a Costa do Cacau foi agraciada...
Casas em estilo colonial datando do começo da implantação da lavoura cacaueira...
Fiel às tradições religiosas, a população comemora várias...
Criada em 05 de julho de 1932, a Igreja, no melhor estilo neoclássico, é um dos...
Com arquitetura em estilo neoclássico, a igreja fica localizada na Praça São...
Localizada na Praça Coronel Armindo de Castro (Praça da Capelinha), a igrejata data...

Características

Área
1.381 km²
População
40.000
DDD
73
Feriados
02.07 | Independência da Bahia
12.10 | Nossa Senhora da Aparecida
02.11 | Finados
15.11 | Proclamação da República
Clima | Temperatura Média
Tropical quente úmido | 24.5ºC

Artesanato

O artesanato local é constituído principalmente por peças em casca de coco, madeira, argila, búzios, metal,crochê, tricô e material reciclado.
 

Gastronomia

Os principais pratos típicos da região são preparados à base de frutos do mar, a exemplo de peixe e lagosta.

Manifestações Culturais

Puxada do Mastro de São Sebastião

O mastro de São Sebastião desfila pela cidade, carregado por dezenas de pessoas acompanhadas de bandas, fanfarras e charanga, indo até a frente da sua Igreja. O mastro é fixado com o estandarte no topo. O tradicional evento, que relembra a união da cultura europeia com as práticas indígenas demonstradas através do antigo ritual de passagem dos índios, é realizada em louvor a São Boaventura.
 

Bailes Pastoris

Folguedo dramático popular originado do teatro religioso medieval, os bailes pastoris eram escritos por anônimos bi-letristas, em representação a autos sagrados, e encenados no adro e dentro dos templos católicos. Hoje, são representações familiares, de trama simples, mas ainda, em sua maioria, de resguardo das heranças religiosas. O enredo culmina na chegada de alguém trazendo a notícia do nascimento de Cristo, fazendo com que todo o elenco ponha de lado as suas divergências para, em convergência unânime, conclamar a platéia a fazer a peregrinação sagrada de respeito e adoração ao ilustre filho de Deus. A dramatização se divide em dois cordões rivais de pastorinhas: azul e encarnado; cores votivas de Nossa Senhora e Jesus Cristo. Os grupos disputam fervorosamente a preferência do público, cabendo à moderadora Diana, metade azul e metade encarnado, apaziguá-los. As pastoras são moçoilas trajadas de branco, com uma fita longa do cordão a tiracolo (conforme a cor) e chapéu rústico de palha com abas largas enfeitadas por fitas. O cordão encarnado é chefiado pela mestra e, o azul, pela contra-mestra. Figuram, ainda, anjos e pastores, o velho (figura cômica), estrelas, as estações, as virtudes, as flores, a Terra, o Sol e a Lua, a noite e, em geral, gente humilde - peixeira, florista, camponesa, baiana, caçador, jardineiro... As cantigas relacionadas exclusivamente com o motivo sacro do Nascimento de Jesus, loas e jornadas delicadas, suaves e de fundo sacro – introduzidas pelos jesuítas no século XVI - passaram a incluir, também, canções profanas, sem nenhum nexo com a representação, mas que fazem parte do imaginário popular local e continuam atraindo multidões com seus cânticos e danças. Os bailes pastoris são destaque nas cidades de Prado, Canavieiras, Porto Seguro e Salvador, em especial no mês de dezembro, com a proximidade dos festejos natalinos. Bumba Meu boi A origem do auto do bumba-meu-boi remonta ao século XVIII, auge do ciclo de gado. Encenada em tons de sátira e de tragédia, a dança do boi e do homem simboliza o contraste entre a inteligência e a força bruta, com personagens alegóricos, enfeitados de adereços e em incidentes cômicos e dramáticos, mas de desfechos alegres. A dança é uma invocação crítica aos desníveis sócio-econômicos entre vaqueiro e patrão e tem influência das culturas indígena, africana e portuguesa. A principal atração é mesmo o boi. Consiste em uma armação de madeira em forma de touro, coberta por veludo bordado e cuja armação é presa a uma saia de tecido colorido. É conduzido por uma pessoa, denominada de miolo do boi. O bailado, marcado por tambores, pandeiro, zabumba e maracás e entoado por cantigas, encanta também pela riqueza de cores e indumentárias. Também chamado de Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromedário e Mulinha-de-Ouro, a encenação conta uma estória que se passa em uma fazenda, no interior do país. Um negro vaqueiro, sua mulher cabocla e um homem branco, dono da fazenda e, portanto, do estimado boi de raça, são as personagens fixas, acompanhadas, normalmente, pelo Virgulino, o Caipora, o Gigante, o Capataz, o Caboclo Real, o Capitão, o Caçador e o Padre. O Negro Chico, desesperado porque sua esposa grávida sente desejo de comer a língua do estimado boi, resolve roubar o animal. Em uma das versões, o Pai Chico é capturado com o boi adoecido que, após ser curado pelo pajé, revive e começa a dançar. Tudo termina em festa e o vaqueiro é perdoado. Na outra versão, o boi morre e seu corpo é partilhado. Tradição no interior do estado, a Festa do Bumba-meu-boi preenche os festejos natalinos e, em menor incidência, o Carnaval e outras festas locais, com duração de cerca de três dias. Cachoeira, Camamu, Canavieiras, Conde, Cruz das Almas, Ibotirama, Juazeiro, Inhambupe, Jequié, Monte Santo, Santo Antônio de Jesus, São Félix, Prado, Jiquiriçá, Itacaré, Nova Viçosa e Porto Seguro mantém viva a herança secular de louvação ao boi.

Telefones

Telefones úteis
Samu
192
Polícia / Bombeiros
193
Polícia Civil
197
Polícia Militar
190
Central Anti-veneno
0800 28 44 343
Correios
0800 7250100
Defesa Civil
199
Disque Denúncia Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes
100
 

De
Destino
Canavieiras
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