Camamu

Porto de embarcação para Barra Grande e Baía de Camamu, a cidade de Camamu, às margens do Rio Acarai, abre-se em meio a um vasto manguezal. Inicialmente habitada pelos índios Macamamus, sua origem remonta a 1560, quando jesuítas ergueram a capela de Nossa Senhora da Assunção de Macamamu – daí o nome da localidade.

Uma das mais antigas cidades brasileiras, Camamu chegou a ser o maior produtor de farinha de mandioca do Brasil. Construída em dois andares, assim como Salvador, a cidade alta abriga prédios coloniais, a maior igreja do interior do estado - Matriz de Nossa Senhora da Assunção, datada do século XVIII - e antigos casarões. Do mirante, descortina-se uma bela vista da Baía de Camamu, entrecortada por mangues. Na parte baixa, destaque para a feira e o porto, onde, em 1693, funcionava também a Casa de Câmara e Cadeia.

Para desfrutar da natureza por completo, vale a pena passeios de barco ao longo desta que é a terceira maior baía do Brasil (a Baía de Camamu) e conhecer a sua infinitude de ilhas intocadas em meio à mata preservada, e os pequenos povoados que mantêm viva a cultura tradicional. Outra boa opção é seguir também rumo às praias paradisíacas, cachoeiras, ilhotas e mangues de Barra Grande.

Atrações

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Roteiros

Características

Área
759 km²
População
40.000
DDD
73
Feriados
02.07 | Independência da Bahia
12.10 | Nossa Senhora da Aparecida
02.11 | Finados
15.11 | Proclamação da República
Clima  | Temperatura Média
úmido | 25ºC

Artesanato

Artesanato em madeira e palha, como esteiras, cestos, chapéus e mandalas.

Gastronomia

Frutos do mar são a especialidade da gastronomia de Camumu. Sua junção com temperos, leite de coco e azeite de dendê resulta em espetaculares moquecas de dar água na boca.

Manifestações Culturais

Capoeira
De acordo com estudiosos da cultura popular, a capoeira nasceu dentro das senzalas, como divertimento de escravos e, ao mesmo tempo, luta. No Brasil, esta tradição, que envolve música, dança, arte marcial e questões identitárias, se sobressai na Bahia, com grande concentração de praticantes em Salvador. A capoeira foi declarada Patrimônio Cultural Brasileiro, em 2008.

 

Bumba Meu boi

A origem do auto do bumba-meu-boi remonta ao século XVIII, auge do ciclo de gado. Encenada em tons de sátira e de tragédia, a dança do boi e do homem simboliza o contraste entre a inteligência e a força bruta, com personagens alegóricos, enfeitados de adereços e em incidentes cômicos e dramáticos, mas de desfechos alegres. A dança é uma invocação crítica aos desníveis sócio-econômicos entre vaqueiro e patrão e tem influência das culturas indígena, africana e portuguesa. A principal atração é mesmo o boi. Consiste em uma armação de madeira em forma de touro, coberta por veludo bordado e cuja armação é presa a uma saia de tecido colorido. É conduzido por uma pessoa, denominada de miolo do boi. O bailado, marcado por tambores, pandeiro, zabumba e maracás e entoado por cantigas, encanta também pela riqueza de cores e indumentárias. Também chamado de Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromedário e Mulinha-de-Ouro, a encenação conta uma estória que se passa em uma fazenda, no interior do país. Um negro vaqueiro, sua mulher cabocla e um homem branco, dono da fazenda e, portanto, do estimado boi de raça, são as personagens fixas, acompanhadas, normalmente, pelo Virgulino, o Caipora, o Gigante, o Capataz, o Caboclo Real, o Capitão, o Caçador e o Padre. O Negro Chico, desesperado porque sua esposa grávida sente desejo de comer a língua do estimado boi, resolve roubar o animal. Em uma das versões, o Pai Chico é capturado com o boi adoecido que, após ser curado pelo pajé, revive e começa a dançar. Tudo termina em festa e o vaqueiro é perdoado. Na outra versão, o boi morre e seu corpo é partilhado. Tradição no interior do estado, a Festa do Bumba-meu-boi preenche os festejos natalinos e, em menor incidência, o Carnaval e outras festas locais, com duração de cerca de três dias. Cachoeira, Camamu, Canavieiras, Conde, Cruz das Almas, Ibotirama, Juazeiro, Inhambupe, Jequié, Monte Santo, Santo Antônio de Jesus, São Félix, Prado, Jiquiriçá, Itacaré, Nova Viçosa e Porto Seguro mantém viva a herança secular de louvação ao boi. Caboclinhos Trajados ao melhor estilo indígena, com direito a arco e flecha, o grupo entoa coreografias ritmadas ao som de flautas e pífanos, remontando aos combates entre tribos rivais. O bailado primário não tem enredo ou fio temático, mas segue as pancadas das flechas nos arcos, simulando ataques e defesas, endossados por saltos e troca-pés.

Telefones

Telefones úteis
Samu
192
Polícia / Bombeiros
193
Polícia Civil
197
Polícia Militar
190
Central Anti-veneno
0800 28 44 343
Correios
0800 7250100
Defesa Civil
199
Disque Denúncia Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes
100
 

De
Destino
Camamu
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