Cairu

Do tupi-guarani Casa do Sol (Aracajuru), Cairu é uma ilha do arquipélago fluvial do Rio Una, juntamente com Tinharé e Boipeba. Cercada por manguezais, a cidade reserva bons pontos de mergulho, em especial nas Pedras da Benedita, Tatiba e Tatimirim, localizadas, respectivamente, a cinco, sete e três milhas da costa.

A principal atração é Morro de São Paulo, famoso pelas belas praias de águas cristalinas e pela vila, point de bares, barracas de roskas e batidas, muita música, agito e paquera. Mas Cairu reserva, ainda, construções históricas como a Igreja e o Convento de Santo Antônio, datado de 1654; a Igreja de Nossa Senhora da Luz, com imagens sacras e seus altares de cedro em estilo barroco dos séculos XVII e XVIII; e as três bicas da Fonte Grande, tombada pelo Patrimônio Histórico em 1943.

Quarto produtor baiano de coco-da-baía e dendê, Cairu dispõe de uma boa infraestrutura turística, com hotéis, pousadas, restaurantes e atracadouro para saídas de barcos fretados para Valença, Boipeba e demais destinos do Canal de Taperoá.

Atrações

Com cerca de 400 km², a Ilha de Tinharé abriga os povoados de Morro de São Paulo...
Por fim, antes de se entregar por completo às belezas da Baía de Todos os Santos e...
Para os amantes de esportes ecológicos, Cairu oferece algumas boas opções,...
Para conter a devastação acelerada e controlar os seus impactos na natureza, o...

Características

Área
43.300 km²
População
17.000
DDD
73
Feriados
02.07 | Independência da Bahia
12.10 | Nossa Senhora da Aparecida
02.11 | Finados
15.11 | Proclamação da República
Clima  | Temperatura Média
úmido | 25ºC

Artesanato

Cestaria, trançado e renda de bilros utilizada na confecção de panos para enfeitar a casa, especialmente toalhas de mesa.

Gastronomia

Pratos à base de caranguejo e siri são famosos em Cairu, com destaque especial para as moquecas desses crustáceos.

Manifestações Culturais

Barca & Barquinha A Barquinha é uma manifestação típica da zona costeira da Bahia. Criada em 1910, em Cairu, A Barca, do Mestre Benedito Palma Ché, consiste em uma embarcação instalada sobre rodas e puxada por homens vestidos de marujos, que desfilam após a Festa de Reis – dia 9 de janeiro. Os gêneros musicais típicos da tradição são o samba de roda, samba-chula e música afro. Capoeira, Maculelê & Orquestra de Berimbaus De acordo com estudiosos da cultura popular, a capoeira nasceu dentro das senzalas como divertimento de escravos e, ao mesmo tempo, luta. No Brasil, esta tradição, que envolve música, dança, arte marcial e questões identitárias, se sobressai na Bahia, com grande concentração de praticantes em Salvador. A capoeira também é marcada pela presença de orquestras de berimbau. A capoeira foi declarada Patrimônio Cultural Brasileiro em 2008. O maculelê surgiu, conforme os folcloristas, nos canaviais de Santo Amaro. A manifestação consiste em uma dança guerreira, na qual seus integrantes, providos de um bastão de madeira ou facão, cruzam-nos no ar com uma batida que obedece ao ritmo percussivo. Chegança de Marujos & Mouros Os folguedos dramatizam as façanhas marítimas portuguesas durante o Império e os embates medievais entre mouros e cristãos, na Península Ibérica. Os figurantes vestem-se como comandantes, oficiais, soldados, marinheiros, cristãos e mouros. Dois palhaços, um padre, um médico, dentre outros personagens, também podem compor a representação da chegança de marujos. Congada Os participantes da congada cantam e dançam em homenagem a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário. No campo musical, destacam-se as percussões, como os toques de tambores, que estimulam bailados vigorosos. A indumentária é colorida, incluindo chapéus, capacetes, fitas e enfeites. Na Bahia, os Congos da Sociedade Beneficente Amigos de Cairu – SBAC celebram São Benedito entre os dias 8 de dezembro e 6 de janeiro (Dia de Reis). Composto apenas por homens que trajam saia rodada de chita, capa e coroa brilhante, o folguedo desfila por dias inteiros envolvido em músicas, danças e louvores ao santo. Há ainda o Conguinhos de Cairu que brinca junto com os Congos e foi criado com o objetivo de preservar a tradição. Registra-se também em Angical o Congado-Mirim. Mascarados (Bombachos, Caretas, Mandus, Os Cãos e Zambiapungas) As brincadeiras dos mascarados sempre acontecem com os mesmos objetivos: incitar o medo, o susto, o riso e ‘espantar os maus espíritos’, na definição dos seus praticantes. Geralmente as máscaras usadas possuem aspecto grosseiro, animalesco ou representam personagens históricos conhecidos. Na Bahia, uma de suas mais antigas expressões acontece em Cairu, há mais de cem anos. Trata-se do grupo Os Caretas, que sai às ruas na festa de Nossa Senhora do Rosário, organizado em filas indianas, com os mestres e instrumentistas ao centro. Os integrantes vestem um macacão chamado dominó, que cobre todo o corpo, máscara e capacete. Quadrilha De origem europeia, no Brasil, as quadrilhas são dançadas nas festas juninas. Por tradição, a dança tem a sanfona como acompanhante musical e o forró como gênero maior. O baile comemora a união caipira e o enredo é, quase sempre, o mesmo: a noiva está grávida e é obrigada pelos pais a se casar, enquanto o noivo a recusa, sendo necessária a intervenção da polícia. Reis (Festa, Folia, Rancho, Reisado & Terno) A Festa de Reis, folguedo do ciclo natalino realizado na véspera do Dia de Reis (6 de janeiro), consiste na apresentação do episódio bíblico em que os três reis magos se lançam em longa jornada para visitar o Menino Jesus. Os participantes da festa saem em cortejo, visitando casas e presépios. Durante a caminhada, tocam, cantam e dançam em louvor ao nascimento de Jesus. Em retribuição, recebem agrados, alimentos e bebidas. Rica no aspecto estético, a festa inclui o uso de roupas coloridas, chapéus, coroas e adereços adornados com fitas. Samba (Batuque, Chula, Corrido, de Coco, de Lata e de Roda) Ritmo nacional por excelência e símbolo da identidade cultural brasileira, o samba originou-se de danças africanas. No Brasil, dividiu-se em uma vasta escala, tornando-se um estilo musical bastante diversificado. É tocado com instrumentos de percussão e violão ou cavaquinho. Na Bahia, destaca-se o samba de roda do Recôncavo, ligado às tradições do candomblé. Em 2005, esta tradição conquistou o status de obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No ano anterior, o samba de roda já havia sido registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tornando-se patrimônio cultural brasileiro. Dia Nacional – O Dia Nacional do Samba é comemorado em todo o país no dia 2 de dezembro. Teatro de bonecos, Bonecões & Mamulengos Trazida ao Brasil pelos portugueses, a tradição do teatro de bonecos atualmente conta com certa tendência em abordar questões educativas, sociais e temas relativos à cidadania. Esse tipo de teatro popular se utiliza de fantoches, marionetes, bonecões ou bonecos de vara – produzidos artesanalmente – para representar quase sempre personagens folclóricos. A tradição foi declarada Patrimônio Cultural Brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2009. Teatro de Rua & Teatro Popular Modalidade de encenação direcionada a espaços públicos, o teatro de rua ou teatro popular reúne influências dos folguedos do Nordeste, das máscaras típicas dos espetáculos medievais e da commedia dell’arte. Esta tradição utiliza-se de códigos não verbais, como mímica, técnicas circenses, interatividade e críticas de teor político. Nas décadas de 60 e 70, o teatro popular apresentou muitas peças que exaltavam os heróis nordestinos líderes de movimentos revolucionários, como Lampião, Antônio Conselheiro, Padre Cícero e Zumbi dos Palmares.

Telefones

 Samu
192
Polícia / Bombeiros
193
Polícia Civil
197
Polícia Militar
190
Central Antiveneno
0800 28 44 343
Correios
0800 7250100
Defesa Civil
199
Disque Denúncia Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes
100

De
Destino
Cairu
Javascript is required to view this map.
Passo a Passo