Unidades de Conservação

dunasabaete.jpg

Para conter a devastação acelerada e controlar os seus impactos na natureza, o Governo da Bahia vem criando novas Unidades de Conservação, que são protegidas pela Lei 9.985/2000 e onde se busca preservar a diversidade biológica, além de disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. Atualmente, existem 32 Unidades de Conservação na Bahia, locais que revelam diferentes ecossistemas, histórias e culturas dos seus habitantes.
 
Bacia do Cobre | São Bartolomeu
A área abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do município de Salvador, além de importante reserva de água potável, parte integrante do sistema de abastecimento local. Localizada na borda oriental da Baía de Todos os Santos, Região Administrativa do Subúrbio Ferroviário, abrangendo os municípios de Salvador e Simões Filho, a Unidade de Conservação Bacia do Cobre / São Bartolomeu compreende uma extensão territorial de aproximadamente 1.134 ha. Caracteriza-se por uma grande diversidade de ambientes distribuídos em uma reduzida porção territorial onde se destacam a Represa do Cobre (reserva de água potável) e seu espelho d’água entornado por florestas, o Parque São Bartolomeu com seus rios e cascatas. A Lagoa da Paixão e as nascentes, a floresta, as nascentes, as cascatas (Nanã, Oxum e Oxumaré), as rochas (pedra do tempo e pedra de Omulu) compõe o cenário onde freqüentemente se realizam práticas de culto de origem afro-brasileira.

Bacia do Rio De Janeiro
A Unidade de Conservação está localizada na região oeste do estado da Bahia, se estendendo ao longo do Rio de Janeiro, desde a sua nascente, próxima a Serra dos Gerais, fronteira natural entre os estados da Bahia e Tocantins, englobando seus afluentes e a nascente do Rio Branco. Abrange os municípios de Barreiras e Luiz Eduardo Magalhães, com uma área total de 351.300 ha. Apresenta um cerrado de várias fisionomias, onde surgem árvores tortuosas espaçadas, até cerradões e mata de galeria com formações arbóreas. A beleza cênica da região é representada por rios cristalinos, veredas de buritis e a presença marcante da Cachoeira Acaba Vida, com 36 metros de uma fantástica queda livre, e a Cachoeira do Redondo, 25 km mais abaixo, que forma uma piscina de águas cristalinas.

Baía de Camamu
A Unidade de Conservação Baía de Camamu com 118.00 ha abrange os municípios de Camamu, Maraú e Itacaré, envolvendo as terras, as águas e o conjunto de ilhas e recifes inseridos em sua poligonal. A Baía de Camamu descortina-se em uma área de aproximadamente 24 km de largura e 43 km de fundo, na região conhecida como Costa do Dendê. É a terceira maior Baía brasileira onde se destacam sua beleza cênica e importância ecológica, tais como: a Lagoa do Cassange, com 8 km de extensão, permeada em parte por restinga ainda preservada; extensos manguezais, resquícios de Mata Atlântica em bom estado de regeneração; cachoeiras e seqüências de praias com enseadas e piscinas naturais.

Baía de Guaibim
A Unidade de Conservação ainda apresenta remanescentes de Mata Atlântica e se desenvolve numa extensa planície litorânea até a foz do rio Jequiriça, importante manancial. A faixa de praia é um grande atrativo da região, localizada entre a foz do rio Jequiriça e o canal de Taperoá, na região costeira do município de Valença, possuindo uma área de 2.222 ha.  A Unidade de Conservação do Guaibim está inserida numa região de clima quente-úmido, com ecossistemas de restinga, manguezais, faixas de praias, brejos e remanescentes de Mata Atlântica com fauna associada. Entre oss atributos naturais destacam-se a Praia de Guaibim, a Ponta do Curral e o Estuário do Rio Jequiriçá. A região apresenta grande valor histórico, em decorrência de sua localização.

Baía de Marimbus | Iraquara
A Unidade de Conservação Marimbus/Iraquara constitui-se num importante instrumento de conservação dos diversos ecossistemas existentes dentro do seu limite, como o pantanal de Marimbus, gerado pela confluência dos rios Santo Antonio, Utinga e São José com uma fauna e flora de grande valor ambiental; formação geológica calcária, salitre, com inúmeras grutas e cursos d’água, além de formação montanhosa, a exemplo do Morro do Pai Inácio e Morro do Camelo. Localizada no centro do estado da Bahia, na Chapada Diamantina, a Unidade de Conservação Marimbus/Iraquara ocupa terras dos municípios de Lençóis, Andaraí, Palmeiras, Iraquara e Seabra, totalizando uma área de 125.400 ha. Engloba ecossistemas variados, merecendo destaque: os marimbus, espécies de pântanos para onde drena boa parte das águas da Chapada; os “gerais” campos rupestres de altitude; o cerrado; a caatinga, predominante nas áreas de ocorrências das cavernas calcárias de Iraquara, e as florestas estacionais que abrigam, dentre outras, a sucupira, a massaranduba, a oiti e o pau d’arco. A fauna é abundante devido a diversidade de ambiente, embora se registre algumas espécies ameaçadas de extinção, como o macaco barbado, e endêmicas, como é o caso do beija-flor-de gravatinha-vermelha.

Baía de Todos os Santos
Localiza-se na maior baía do Brasil. Sua área é estimada em 800 km² envolvendo as águas e o conjunto de ilhas da Baía de Todos os Santos, sendo suas 54 ilhas pertencentes aos municípios de Salvador, Madre de Deus, Candeias, Simões Filho, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Cachoeira, Saubara, Itaparica, Vera Cruz, Jaguaripe, Maragogipe e Salinas da Margarida. Região de grande beleza cênica e ecossistemas ricos em biodiversidade, apresentando extensas áreas de manguezais ainda bem conservados, principalmente na região da contra-costa da Ilha de Itaparica, na Baía de Iguape, em Salinas da Margarida e Jaguaripe; remanescentes de Florestas Ombrófila (Mata Atlântica) em ilhas como Itaparica, Frades, Maré, Matarandiba, Fontes, Bimbarras e Monte Cristo; e recifes de corais na costa das ilhas de Itaparica, dos Frades, Maré e na Laje da Ipeba. Há ocorrência de sítios arqueológicos, com vestígios relativos a populações pré-coloniais, coloniais e pós-coloniais. Ocorrem também diversas manifestações culturais de cunho religioso, como por exemplo, as procissões de Bom Jesus dos Navegantes, de Nossa Senhora das Neves, de Bom Jesus do Amparo e do Sr. de Vera Cruz.

Caminhos Ecológicos da Boa Esperança
A Unidade de Conservação Caminhos Ecológicos da Boa Esperança abrange áreas dos municípios de Ubaíra, Jequiriça, Teolândia, Wenceslau Guimarães, Taperoá, Nilo Peçanha, Cairú e Valença, perfazendo uma área estimada de 230.296 ha. Apresenta cobertura vegetal típica da Mata Atlântica.  Possui uma gama diferenciada de ecossistemas com formações vegetacionais de restinga e manguezal na faixa litorânea, floresta ombrófila na faixa interiorana, chegando às florestas de altitude nos pontos mais altos. Dessa forma, a fauna também se encontra amplamente representada com espécies de mamíferos, aves, répteis, etc., estando alguns exemplares ameaçados de extinção, a exemplo do tamanduá-mirim, o bicho preguiça, o quati e o mico-estrela.

Caraíva | Trancoso
Com uma área de 31.900 ha, a Unidade de Conservação Caraíva/Trancoso está localizada entre os rios Caraíva e Trancoso, no município de Porto Seguro. A região apresenta clima quente e úmido. As praias se estendem por toda a costa da Unidade de Conservação, local de rara beleza e grande fragilidade ambiental, que abriga uma diversidade de espécies da fauna e da flora. Nas grandes extensões da planície litorânea ocorrem vários ecossistemas, que compõem um cenário de rara beleza. A vegetação de restinga alterna-se com área úmida, numa composição de campos e brejos. Encontra-se ecossistema especial de mussurunga, que compõe uma rica fisionomia fitogeográfica, lembrando também a Mata Atlântica e os manguezais.

Coroa Vermelha
Com uma área de 4.100 ha, a Unidade de Conservação Coroa Vermelha está localizada no Extremo Sul do Estado da Bahia, abrange parte da zona costeira dos municípios de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. A região onde está inserida apresenta clima quente e úmido. As praias se estendem por toda a costa da Unidade de Conservação, local de rara beleza e grande fragilidade ambiental, que abriga grande diversidade de espécies da fauna e flora. Nas grandes extensões da planície litorânea ocorre vegetação de restinga que se alterna com áreas úmidas, numa composição de campos e brejos. Na Unidade de Conservação existem também remanescentes de Mata Atlântica, a exemplo da Reserva da Jaqueira.

Costa de Itacaré | Serra Grande
A Unidade de Conservação localiza-se ao Norte da Costa do Cacau, ocupando uma faixa litorânea de 28 km de extensão, com uma área total de 62.960 ha e abrangendo os municípios de Ilhéus, Uruçuca e Itacaré. Abriga uma região costeira de relevante importância ecológica, com o relevo de falésias e planícies costeiras, associada à vegetação de Mata Atlântica e restinga; conjunto de praias de formação singular e aspecto selvagem; manguezais; matas ciliares e bolsões de desova de tartaruga marinhas nas praias. A região tem clima considerado Tropical Super Úmido, sem estação seca acentuada. Entre os seus atrativos, o Rio de Contas, onde são praticados passeios turísticos Cachoeiras, com pequenas quedas d’água; as praias da Barra do Sargi, Pé de Serra, Pompilho, Patizeiro, Itacarezinho, Engenhoca, Jeribucaçu, Prainha, São José, Siríaco, Ribeira, Costa, Tiririca, Resende e Conchas, além de trilhas na exuberante Mata Atlântica.

Dunas e Veredas do Baixo | Médio São Francisco
A maior parte da Unidade de Conservação está localizada na margem esquerda do rio São Francisco abrangendo parte dos municípios de Barra, Pilão Arcado e Xique-Xique. Sua área é de aproximadamente 1.085.000 ha. Encontra-se numa região de clima semi-árido, com baixa pluviosidade, porém ocorrendo o afloramento do lençol freático em alguns pontos. A vegetação é rica, diversificada e extremamente singular, composta por uma transição entre o Cerrado e a Caatinga. Nesse contexto, surgem matas de angico e aroeira, lagoas, brejos e extensas veredas de buritis. Assim como a flora, a fauna da Unidade de Conservação também merece destaque, apresentando inclusive algumas espécies de répteis e roedores endêmicos. A região é um grande atrativo para cientistas.

Gruta dos Brejões | Veredas do Romão Gramacho

A Unidade de Conservação está localizada na região do semi-árido dentro da Bacia Hidrográfica do São Francisco e no Piemonte da Chapada Diamantina, abrangendo parte dos municípios de João Dourado, Morro do Chapéu e São Gabriel, tendo uma área total de 11.900 ha. A região está inserida no nordeste da Bacia Sedimentar de Irecê, composta de rochas calcárias. A área apresenta ecossistema de Caatinga, com vegetação espinhosa. Destacam-se no cenário a Gruta dos Brejões, com 7.750m de desenvolvimento, pórtico de 106m de altura na entrada. Sítios Arqueológicos da pré-história compõem um cenário de importância científica única, registrada nas pinturas rupestres que existem nos paredões e nos abrigos de calcário.

Ilhas de Tinharé e Boipeba

A Unidade de Conservação de Tinharé / Boipeba, com 43.300 ha, está situada no litoral do baixo Sul, Município de Cairu, entre a desembocadura do rio dos patos e o canal de Taperoá. Compreende duas das três principais ilhas do arquipélago de Tinharé. Está inserida numa região de clima quente-úmido, apresenta um rico ecossistema estuarino, com manguezais de grande potencial pesqueiro, praias recortadas, de rara beleza cênica, morros, recifes, barras, canais e ilhotas, extensas áreas de restingas, brejos e remanescentes de Mata Atlântica com fauna associada. A fauna local apresenta espécies como o jacaré de papo amarelo (Calmam latirostris), ameaçado de extinção e muitas espécies de aves, como o curió (Oryzborus angolensis), o cubango (Icteridae haemorrhous) e o falcão (Milvago chinachina).
 
Joanes | Ipitanga
A Unidade de Conservação está localizada na Região Metropolitana de Salvador, abrangendo os municípios de Camacari, Simões Filho, Lauro de Freitas, São Francisco do Conde, Candeias, São Sebastião do Passe, Salvador e Dias D’Ávila. Tem uma área total de 64.463 ha. A região apresenta clima quente-úmido e abundância de recursos hídricos. As suas belas praias associadas às dunas com vegetação de restinga abrigam espécies da fauna e da flora de grande importância ambiental para o equilíbrio ecológico. Os manguezais, ricos em biodiversidade, são encontrados no estuário do Rio Joanes. Na Unidade de Conservação são encontrados remanescentes de Mata Atlântica e uma fauna bastante representativa. Destacam-se neste cenário as praias e lagoas de Busca Vida, Praia de Buraquinho, Praia de Jauá, Dunas de Abrantes e Jauá, Represas de Joanes e Ipitanga e outros recantos ecológicos.

Lago de Pedra do Cavalo

A Unidade de Conservação está localizada no entorno do lago de Pedra do Cavalo, nos municípios de Feira de Santana, Antonio Cardoso, Santo Estevão, Cabeceiras do Paraguaçu, Governador Mangabeira, Muritiba, São Félix, Cachoeira, Conceição de Feira e São Gonçalo dos Campos, com 30.156 ha. A região caracteriza-se pela transposição de ambiente úmido mais ao sul, e semi-árido ao norte da Unidade de Conservação. Ao sul do lago, próximo a barragem, entre Cachoeira e Governador Mangabeira, existem ilhas permanentes com formação de vegetais bastante preservadas indicadas para a observação espécies de aves migratórias. Da serra de Conceição da Feira se tem uma visão privilegiada do Lago, observando deste ponto a confluência dos rios Paraguaçu e Jacuípe. Alguns municípios da Unidade de Conservação estão na região do recôncavo baiano, região esta que é rica em história e manifestações culturais, como é o caso de Cachoeira, com suas festas tradicionais como a da irmandade da Boa Morte.

Lago do Sobradinho

A criação da Unidade de Conservação Lago do Sobradinho considerou a qualidade das águas do Lago de Sobradinho, formado pela barragem de uso múltiplo, dada a importância da recuperação ambiental de seus tributários e de seu entorno. A Unidade de Conservação está localizada na sub-bacia do Baixo Médio São Francisco, no entorno do lago de sobradinho, nos municípios de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado, Sento Sé e Sobradinho. A poligonal tem área estimada de 1.000.000 ha.

Lagoa de Itaparica
A Unidade de Conservação visa proteger a Lagoa de Itaparica, principal lagoa marginal do Rio São Francisco, considerada um berçário natural, onde organismos aquáticos, que compõem o sistema do rio São Francisco, encontram condições favoráveis para reprodução e desenvolvimento. A Unidade de Conservação está localizada no semi-árido nordestino, na margem do Rio São Francisco, abrangendo os municípios de Xique-Xique e Gentio do Ouro. A Unidade de Conservação Lagoa de Itaparica tem uma área total de 78.450 ha. Na serra de Santo Inácio, a visão da Lagoa de Itaparica impressiona pela beleza do espelho d’água rodeado por uma singular mata de carnaúba, que ocupa toda margem direita, e por uma cadeia de dunas fixas ao fundo. A caatinga é a vegetação predominante na Unidade de Conservação, sendo que na serra é comum a presença de campos rupestres. Os riachos que abastecem a lagoa formam belas cachoeiras e veredas de carnaúba. No alto da serra ainda se encontram pinturas rupestres preservadas e reluzentes campos de areia.

Lagoa Encantada e Rio Almada

A Unidade de Conservação abrange o litoral norte do município de Ilhéus, além dos municípios de Uruçuca, Itajuípe, Coaraci e Almadina, no Litoral Sul da Bahia, com uma área de 157.745 ha, fazendo parte da bacia hidrográfica do Rio Almada. A lagoa que dá nome a Unidade de Conservação é uma formação dos rios Pipite e Caldeiras, e forma um conjunto harmônico com a beleza e exuberância da Mata Atlântica. Além da floresta, cachoeiras, nascentes e cavernas, a Unidade de Conservação abrange uma área litorânea onde são encontradas restingas e manguezais. Diversas Reservas Particulares estão implantadas ou em fase de implantação. Entre os atrativos, as belas corredeiras e cachoeiras formadas pelos rios Pipite e Caldeiras. Há remanescentes da antiga estrada de ferro, principalmente as pontes e as estações, além de ambientes propícios à prática de esportes radicais, como surf, windsurf, rappel, trakking e mountain bike. Os reisados, bois-bumbá, festas de padroeira, o São João, animadas pelos conjuntos folclóricos, dão o tom que traz cor e alegria a todos que delas participam.

Lagoas de Guarajuba
Constitui uma das áreas úmidas mais significativas do Litoral Norte do Estado da Bahia, devido ao desempenho de importantes funções ambientais tais como: funciona como tampões hidrológicos para reservatório subterrâneos, além de mitigar os efeitos da poluição do ar e da água; e serve de abrigo e reprodução para aves migratórias, jacarés e sucuris, entre outras espécies. Com uma área de 230 ha, a Unidade de Conservação está localizada no município de Camaçari – BA, compreendendo a localidade denominada de “Lagoas de Guarajuba” e toda porção de terreno situada entre a BA-099 / Estrada do Coco e a Plataforma Continental interna, tendo como limite a Noroeste o Rio Pojuca e a Sudoeste o Rio Jacuípe. Caracteriza-se por uma seqüência de ecossistemas de áreas úmidas associadas, onde estão inseridos pântanos, manguezais, brejos e lagoas de água doce que constituem a Lagoa de Guarajuba-Velado e ocupam o fundo dos vales aluviais. Também merece destaque a faixa litorânea, incluindo as áreas de desova de tartaruga marinha até a zona de plataforma interna delineada por recifes coralíneos.

Lagoas e Dunas do Abaeté
A Unidade de Conservação está localizada na porção extrema nordeste de Salvador, representando o ponto de intersecção com o Litoral Norte da Bahia, vetor de expansão urbana da região metropolitana, com uma área de aproximadamente 1.800ha. Apresenta um ambiente típico de restinga com suas lagoas de coloração escuras intercaladas por dunas de areia branca móveis, semimóveis ou fixas, recobertas por vegetação arbórea, arbustiva e herbácea que desempenha um papel relevante na fixação das dunas e proteção do sedimento contra a erosão. A fauna se destaca com grande variedade de animais silvestres. É cenário de diversas manifestações: os cultos afro-baianos que utilizam o local como depositário de suas oferendas a Oxum, o orixá da água doce, e os festejos para os santos da igreja católica, a exemplo de Santo Antônio. As lavadeiras também são figuras marcantes, que transformam as alvas areias do Abaeté em quaradouros de roupas formando um mosaico de cores.
 
Litoral Norte
A Unidade de Conservação do Litoral Norte compreende uma faixa litorânea com 10 km de largura e 142 km de extensão, ao longo da Linha Verde. Com 142.000 ha, abrange porções territoriais dos municípios de Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra, contemplando cenários de rara beleza. Apresenta uma rica variedade de ecossistemas e paisagens naturais, em que se destacam: remanescentes de Mata Atlântica, restingas, dunas, praias, recifes coralíneos, áreas úmidas (brejos e lagoas) e manguezais em seis estuários. Há importantes ecossistemas da Mata Atlântica na Unidade de Conservação Litoral Norte, como o manguezal do estuário do Rio Real; Rio Itapicuru; Bu e Bonito; Brejo do Curió; Subaúma; Massarandupió; Santo Antonio; Sapiranga e Camarujipe; Praia do Forte.

Mangue Seco
A Unidade de Conservação de Mangue Seco está localizada no município de Jandaíra, no extremo do litoral norte baiano, entre o estuário do Rio Real e o mar, na fronteira com Sergipe, e possui 3.395 ha de área. Além de diversos ambientes costeiros como manguezais, restingas, coqueirais e pequenos charcos, a Unidade de Conservação de Mangue Seco tem como principal atrativo a presença de dunas, que representam cerca de 40% do total de área. Suas dunas, fixas e móveis, dão ao local uma dinâmica bastante peculiar, criando uma paisagem singular e de grande fragilidade, cujo equilíbrio depende de manejo adequado. A Unidade de Conservação possui muitas espécies de peixes e aves migratórias. Da fauna terrestre destacam-se o jacaré de papo-amarelo (Caiman latirostris) e a preguiça de coleira (Bradypus torqutus), que se encontram ameaçados de extinção.

Plataforma Continental do Litoral Norte

A região marinha do Litoral Norte é ainda freqüentada pelas Baleias Jubarte, nos meses de inverno e primavera, para fins de reprodução e criação de filhotes. Os principais pontos onde se pode avistar baleias ocorrem na região da plataforma continental externa de talude. Esta região é destaque também por se configurar como local de desova de quatro espécies de tartaruga marinha. Localizada na porção norte do Litoral Baiano, a Unidade de Conservação Plataforma Continental estende-se desde o Farol de Itapoã até a divisa com o Estado de Sergipe, às margens do Rio Real, totalizando uma área de aproximadamente 362.266 ha. A plataforma continental é estreita, apresentando largura média de 20 km. As plataformas continentais marinhas estão entre os ecossistemas mais produtivos dos oceanos.
 
Ponta da Baleia | Abrolhos
Conhecida como Ponta da Baleia, a região recebe a visita anual das baleias Jubarte (Megapthera Novaeangliae), espécie ameaçada de extinção. A pesca é a principal fonte de renda para muitas famílias. O veraneio é outra atividade antiga, que aliada ao turismo vem contribuindo para o aumento do fluxo de pessoas na região. O ecoturismo, modalidade de turismo que necessita de ambiente preservado para se manter, surge como nova opção de renda para a economia local. A Unidade de Conservação da Ponta da Baleia / Abrolhos, extremo Sul da Bahia, possui 34.600 ha na faixa costeira dos municípios de Alcobaça e Caravelas, abrangendo também os recifes e bancos coralíneos. Ecossistemas especiais raros, como os recifes e bancos coralíneos, associados à fauna e flora marinhas, são encontrados em abundância, sendo alguns exclusivos da região. Em terra firme, paralela à linha das praias, ocorre uma restinga arbóreo-arbustiva típica de zonas costeiras do litoral brasileiro. Os estuários dos rios abrigam extensos manguezais, cuja riqueza se reflete na diversidade da fauna marinha local. A Unidade de Conservação recebe a visita anual das baleias Jubarte, espécie ameaçada de extinção. A rara oportunidade de observá-las em clima tropical ocorre na época da sua reprodução, quando se dirigem ao parcel de Abrolhos (julho a setembro). Na Unidade de Conservação ocorrem também outras espécies ameaçadas de extinção, como a tartaruga marinha e aves migratórias.

Pratigi
A Unidade de Conservação do Piratigi está localizada no litoral sul da Bahia, nos municípios de Igrapiúna Ituberá, Nilo Peçanha, Ibirapitanga e Piraí do Norte. Tem uma área total de 85.686 há e constitui-se em uma faixa territorial de relevante interesse ambiental por apresentar remanescentes de Floresta Atlântica e seus ecossistemas associados: restingas e manguezais. Em toda a sua extensão, a Unidade de Conservação do Pratigi apresenta espécies endêmicas da fauna e flora, como o macaco-prego-de-peito-amarelo, os ouriços, o jupará e a jataipeba, e algumas espécies ameaçadas de extinção, como a preguiça e o jacaré-de-papo-amarelo. Destacam-se como atrativos a Praia do Pratigi em Ituberá; a Barra dos Carvalhos e Cachoeira do Oco em Nilo Peçanha; Ilhas de Contrato, Âmbar e Ponta do Santo em Igrapiúna. Em Ibirapitanga e Piraí do Norte, destacam-se as nascentes da Bacia do Rio Juliana, cuja foz é o Rio Serinhaém.

Rio Capivara

A área abriga ecossistemas de extrema fragilidade associados a terraços marinhos e terras úmidas que lhe confere um expressivo significado ambiental e paisagístico onde estão inseridos rios, lagos, brejos, manguezais, restinga arbórea e arbustiva, além de cordão de dunas estacionárias. A Unidade de Conservação está localizada no município de Camaçari, sendo limitada ao Norte pelo rio Jacuípe, a leste pelo Oceano Atlântico, a oeste pela Ba-099 rodovia e ao sul pela indústria Millenium, Km 20 da referida rodovia. Compreende uma extensão territorial de aproximadamente 1.800 ha. Entre seus atrativos, a Aldeia Hippie de Arembepe, estabelecida a partir de comunidades remanescentes do movimento hippie de 1960, o Rio Capivara, as lagoas Grande e Interlagos, o Estuário do Jacuípe, a Praia de Arembepe e o Projeto Tamar.

Rio Preto
A Unidade de Conservação Rio Preto está localizada nos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia e Mansidão. A criação da Unidade de Conservação Rio Preto considerou as características naturais da área abrangida, a exemplo dos remanescentes de florestas da Mata Atlântica, do bioma do cerrado e da caatinga e das nascentes e tributários da bacia hidrográfica do Rio Preto, importante pela sua potencialidade ecológica e concomitante elevada fragilidade ambiental.

Santo Antônio
Com uma área de 23.000 ha, a Unidade de Conservação Santo Antônio está localizada no Extremo Sul do Estado da Bahia, na faixa litorânea dos municípios de Santa Cruz Cabrália e Belmonte, entre a foz do rio João de Tiba e a foz do rio Jequitinhonha. A região apresenta clima quente e úmido. As praias se estendem por toda a costa da Unidade de Conservação, local de rara beleza e grande fragilidade ambiental, que abriga grande diversidade de espécies da fauna e flora.  Essa Unidade de Conservação foi criada com o objetivo principal de assegurar o disciplinamento do uso do solo e sua ocupação, bem como a adequada proteção dos recursos naturais. A Unidade de Conservação Santo Antônio apresenta ecossistemas de grande importância: Mata Atlântica, restinga, várzea, mata ciliar, brejos, manguezais e recifes. Os seus aspectos relevantes são o artesanato em cerâmica produzido pela comunidade tradicional, a foz do rio João de Tiba, foz do rio Santo Antônio, Parque Ecológico Santuário, trilhas eco-turísticas, praias desertas, Praia das Tartarugas, áreas de manguezais exuberantes, além das cidades de Belmonte e Santa Cruz Cabrália.

São Desidério
A criação da Unidade de Conservação São Desidério considerou o patrimônio geológico, espeleológico, arqueológico, paleontológico e cultural da região; as características naturais da área abrangida, a exemplo dos remanescentes do bioma cerrado, demais formações florestais, seu patrimônio ecológico e o seu apreciável valor cênico.A Unidade de Conservação está localizada no município de São Desidério.

Serra Branca | Raso da Catarina
A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), espécie criticamente ameaçada de extinção, empresta a Unidade de Conservação Serra Branca / Raso da Catarina um caráter singular, visto que os paredões de arenito da Serra Branca são utilizados como local de reprodução. Tradicionalmente, duas áreas atuam como dormitório das araras: a Toca Velha (patrimônio da Fundação Biodiversitas) em Canudos e a Serra Branca (propriedade particular, parte de uma fazenda que leva o mesmo nome, localizada na Unidade de Conservação).  O alimento principal desta espécie é o coco da palmeira licuri, ainda encontrado na Unidade de Conservação, e, em menor quantidade, outros frutos da região como pinhão, o umbu e o mucumã. Toda a área é coberta por vegetação de caatinga, composta por cactáceas, palmeiras, bromeliáceas e outras plantas xerófitas.  A Unidade de Conservação Serra Branca / Raso da Catarina, com 67.234 ha, localiza-se no município de Jeremoabo, no Nordeste da Bahia, exatamente na grande região denominada Raso da Catarina. A Unidade de Conservação está limitada ao sul pelo rio Vaza-Barris e ao norte pela Reserva Ecológica Raso da Catarina, administrada pelo IBAMA.

Serra do Barbado
A Unidade de Conservação Serra do Barbado é constituída por um conjunto de serras altas onde se encontra o Pico do Barbado, ponto mais alto do Nordeste do Brasil com 2.033,33 metros de altitude, além de outros como o Pico do Itobira com 1.930 metros. Com uma área de 63.652 ha, localiza-se na porção sudeste da Chapada Diamantina, ocupando parte do território de seis municípios: Abaíra, Érico Cardoso, Jussiape, Piatã, Rio de Contas e Rio de Pires. O conjunto serrano altamente escarpado que compõe a Unidade de Conservação Serra do Barbado representa também uma zona de transição entre biomas da caatinga, do cerrado e da Mata Atlântica, além da presença de campos rupestres nas porções mais elevadas. Estas serras representam um verdadeiro “berço das nascentes” funcionando como divisor de águas das bacias hidrográficas do Rio Paramirim (São Francisco) e do Rio de Contas, com uma grande profusão de mananciais esculpindo o relevo com cascatas e poços de impressionante beleza cênica. Dentre as principais espécies animais encontradas na região, destacam-se, entre os mamíferos, algumas variedades de primatas, a suçuarana, o veado catingueiro, raposas, mocós e o tamanduá-mirim, entre outros. A avefauna é abundante, ocorrendo o endemismo de algumas espécies como o beija-flor-de-gravatinha-vermelha. Em relação à flora, vários estudos apontam a incidência de muitas espécies endêmicas, destacando-se a abundância de bromeliáceas, orquidáceas, vioziáceas e melastomáceas.

Serra do Ouro
A criação da Unidade de Conservação Serra do Ouro levou em consideração as características naturais da área abrangida, a exemplo dos remanescentes do bioma da Mata Atlântica, em especial por fragmentos de Floresta Estacional semi-decidual de extrema importância ecológica. Localiza-se no município de Iguaí e tem área de 50.667,62 ha. Destacam-se entre os seus atributos naturais, a exuberância e riqueza de aproximadamente 2.000 nascentes, 180 cachoeiras e cascatas, inúmeros rios e riachos, além da grande beleza cênica dos vales e serras, em especial da Serra do Macário, da Serra do Ouro, da Serra dos Índios, entre outras.

Bahia.com.br
Copyleft 2019