Projeto Tamar e Reserva Sapiranga

Projeto de preservação das Tartarugas Marinhas, o Tamar é ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e apoiado por parcerias diversas com ONGs e instituições estaduais e municipais. Criado em 1980, sua primeira sede fica em Praia do Forte, mas o Projeto já é realidade também em outros estados da costa brasileira.

Em 1988, o Tamar ganhou um aliado decisivo e definitivo: a Fundação Pró-Tamar, entidade sem fins lucrativos criada para apoiar, agilizar e possibilitar o desenvolvimento dos trabalhos de conservação das tartarugas. É responsável pelas entidades nas áreas administrativa, técnica e científica, e na captação de recursos financeiros.

Na sede, o visitante pode observar os diversos tanques que servem de abrigo e reprodução controlada da espécie, conhecer os ninhos de desova, além de aprender mais sobre as tartarugas marinhas com palestras e vídeos apresentados no anfiteatro. O local ainda conta com galerias de fotos, textos informativos e panfletos e um pequeno museu com acervos arqueológicos, incluindo o maior esqueleto da espécie já encontrado no litoral baiano. O melhor período para visitar o Projeto é entre setembro e março, quando as fêmeas procuram as praias para desova. Aberto ao público diariamente, das 9:00 às 17:30h.

Os fãs do ecoturismo também não podem deixar de conhecer a Reserva particular de Mata Atlântica de Sapiranga, a cerca de 6 km de Praia do Forte, seguindo pela Linha Verde. São 600 hectares de mata secundária, totalmente preservada, com espécies raras de fauna e flora como o mico-estrela, o tamanduá, 40 espécies de pássaros, orquídeas e bromélias. Conta com um Centro de Apoio ao Visitante, estacionamento, espaço para reabilitação de animais silvestres e guias para trilhas. São oito opções de trilhas, todas sinalizadas com placas verdes para quem faz o percurso a cavalo ou de bicicleta, e vermelha para quem vai a pé.

A trilha da Gameleira, como sugere o nome, dá acesso a esta árvore sagrada do candomblé e que serve de habitat ao bicho-preguiça. A trilha da Espera era ponto favorito de caça, hoje proibida em nome da preservação das espécies. A trilha da Correderia ou Tapagem dá acesso às corredeiras do Rio Pojuca, com direito à travessia do rio rodeado de ilhas fluviais e árvores nativas. Na trilha das Sete Pontes, pode-se observar os nativos coletarem o pescado nos tradicionais "jiquis? (armadilhas feitas de cipó). Na trilha da Gamboa, o visitante pode desfrutar de um banho relaxante nas águas do Pojuca, em meio à Floresta Atlântica, habitat de micos, bichos-preguiças, tamanduás e lontras. A trilha das Bromélias leva até um lindo jardim, repleto de bromélias, e à nascente do Rio Sapiranga, que dá nome à Reserva. Há, ainda, a trilha da Roça, passando pelos cultivos de subsistência da comunidade local.

 

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