Mangue Seco

A 246 km de Salvador, o cenário onde se desenrola o romance "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, Mangue Seco é a última praia no extremo norte do litoral baiano, fazendo fronteira com o estado de Sergipe.
Além das paisagens primitivas de rios e do mar, Mangue Seco tem um atrativo a mais, só encontrado também no rio Amazonas, a presença do peixe-boi, uma raridade que nada com tranqüilidade nas águas do rio Fundo, um dos vários rios que cortam a região. Outro rio que passa por Mangue Seco, o rio Real, também tem uma peculiaridade local: suas águas são um pouco salgadas, o que as torna mais leves e mais adequadas para a natação. Não resta dúvida que Mangue Seco conta com uma localização privilegiada, que consegue satisfazer tanto os surfistas, em busca de ondas emocionantes, como os pescadores, que buscam a calma da água doce. A região é rica em peixes de todos os tipos, desde arraia até cação.

O vilarejo fica entre a foz do rio Real e as imensas dunas alvas que se movem com o vento. A dificuldade do acesso – de barco, através do rio Real – é o que torna Mangue Seco mais atraente e a mantém naturalmente rústica. À noite, crianças ainda brincam de roda e de esconde-esconde, longe da televisão, enquanto os visitantes ouvem histórias antigas, contadas por pescadores ou, ainda, participam de serenatas junto à população nativa.

Pouco iluminada, a vila oferece uma noite estrelada. Em posição privilegiada, na baía de Estância, Mangue Seco testemunha o encontro de seis rios com o Oceano Atlântico. A mistura de água doce e salgada propicia a formação de extensas áreas de mangue e, conseqüentemente, a fartura de frutos do mar. Na praia de rio, os coqueiros se debruçam, curvando o tronco sobre as águas. Por toda a margem espalham-se pousadas, bares, restaurantes e casas de pescadores.
 

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