Espécies em extinção

Ararinha Azul

A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) foi considerada extinta pelo Ibama em julho de 2002, e é a arara mais rara do mundo. O último exemplar selvagem conhecido dessa espécie habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, e desapareceu em outubro de 2000. Era um macho que, de tão solitário, acabou acasalando com uma fêmea de Maracanã (Ara maracana), que vivia no mesmo habitat, mas não houve filhotes.Hoje, a ararinha azul só pode ser observada em cativeiros, alguns deles no Brasil, mas a maior parte dos exemplares se encontra em mãos de colecionadores estrangeiros. De hábitos sociais selvagens pouco conhecidos, fazia seus ninhos em árvores caraibeiras, pinhões e faveleiras, que foram substituídos em cativeiro pelos ninhos de madeira. Originalmente, a ararinha era uma espécie endêmica (que só ocorre na região) do nordeste brasileiro, e que vivia na Bahia, no Piauí e Maranhão. As aves faziam ninhos em ocos de árvores bem altas e antigas. Mas, com o desmatamento de árvores da caatinga, encontrou dificuldades de se adaptar às novas condições. A ararinha azul alimenta-se de frutos, sendo o preferido o da palmeira buriti. Apresenta características muito especiais, como o fato de ter apenas um parceiro, formando casais fiéis por toda a vida. Se algum deles morre, o outro permanece sozinho ou apenas se integra a um novo grupo. Por este motivo, é uma ave muito difícil de procriar em cativeiro.

Baleias Jubarte

Um espetáculo a mais para os ecoturistas na Bahia é apreciar a aparição das baleias Jubarte, que todos os anos passam a temporada de julho a novembro nas águas mornas do sul do estado, fugindo do inverno rigoroso da Antártida. Em meio ao Atlântico Sul, numa região de águas mornas e cristalinas, as baleias Jubarte procriam-se e acasalam-se, protegidas dos seus predadores. Além desta espécie podemos encontrar, embora com menos freqüência, baleias Francas e Minkes. É por essa razão que o litoral sul da Bahia tem o nome de Costa das Baleias. Integrando os municípios de Prado, Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri, a região é dotada de paisagens deslumbrantes. No mar, os maiores recifes de corais do Brasil e de todo o Atlântico Sul ocidental desenham uma das mais belas paisagens do oceano. No litoral, as falésias imponentes, do alto dos seus 18 a 25 metros, se debruçam sobre o mar e rios e riachos trazem a água doce, formando extensos manguesais.

Mico-leão-de-cara-dourada

O Mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) é um primata brasileiro ameaçado de extinção. O comércio ilegal e o desmatamento são as principais ameaças a esta espécie, que ocorre na Mata Atlântica do sul da Bahia, mais precisamente na Reserva de UNA. Ele tem a cor dourada apenas na face, nuca e dorso dianteiro. Tem pelagem negra brilhante cobrindo todo o corpo, e a pele do rosto, planta dos pés e mãos são pretas. Possui uma vasta juba que deu origem a seu nome. Nas áreas remanescentes da mata atlântica baiana, o macaco pula de árvore em árvore com muita agilidade. Se abriga em ocos de árvores e em rochas. Na alimentação, estão o néctar das flores, seiva, frutas, ovos de pássaros e alguns animais pequenos. Durante a primavera, os frutos compreendem mais de 70% do que ingerem. Os macacos produzem dois filhotes após uma gestação de 126 a 134 dias. Os filhotes do parto anterior ajudam na criação dos seus irmãos. O período de vida é de aproximadamente 15 anos.

Papagaio

Mais um atrativo para quem se interessa pela preservação dos nossos recursos naturais é apreciar o papagaio, uma ave de rara beleza que também se encontra em processo de extinção. Próprios das regiões tropicais, são populares em todo o mundo, devido a sua capacidade de imitar com grande perfeição a voz humana e pela relativa facilidade com que ficam mansos. Infelizmente, todos os anos, milhares de filhotes do papagaio baiano são retirados das nossas matas para abastecer o comercio ilegal de animais de estimação, dentro e fora do Brasil. Eles vivem livres na mata atlântica e são um alvo fácil para os contrabandistas, que vendem os filhotes livremente pelas feiras do sertão. Os historiadores relatam que, após a descoberta do Brasil, os papagaios foram objeto de grande comércio para a Europa, ao lado do pau-brasil. Já naquela época, eram bastante apreciados pelos europeus, que pagavam caro por aqueles que falavam alguma palavra no idioma do comprador. Esse comércio se expandiu de tal forma que o Brasil passou a ser alcunhado de “País dos Papagaios”.  O gênero Amazona conta 27 espécies, sendo que no Brasil ocorrem dez espécies e cinco subespécies. Dentre os brasileiros, o mais falador é o papagaio baiano (Amazona aestiva), que mede em torno de 35 cm e tem penas de várias cores, predominando o verde pelo corpo e assas; azul na fronte e ao redor do bico; amarelo no topo da cabeça, em volta dos olhos e em pontos da garganta; vermelho na cauda e algumas penas pretas.

 

 

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