Aldeia Hippie

Visitar a Aldeia Hippie de Arembepe é fazer uma verdadeira viagem no tempo. Espremida entre as piscinas naturais formadas pelos recifes da praia e pela lagoa do Rio Capivara, a aldeia reúne cabanas rústicas feitas com pedras e cobertas de taipa e um clima de liberdade total e desapego que reinou durante as décadas de 60 e 70. O local que já recebeu artistas como Janis Joplin, Mick Jagger, Roman Polanski e os Novos Baianos, é um dos poucos redutos do movimento hippie em todo o mundo.
A fama da aldeia continua atraindo turistas brasileiros e estrangeiros, artistas, empresários e intelectuais que procuram um lugar para descansar e esquecer das obrigações e agitos do século XXI. Entre os visitantes ilustres, a estrela mais lembrada é a cantora Janis Joplin, que esteve no local no verão de 1970, após passar pelo Rio de Janeiro e por Salvador. Provavelmente, a Aldeia Hippie de Arembepe é o cenário ideal para a música “Summertime”, onde ela se hospedou alguns dias, aproveitou o sol e o mar da Bahia, sempre acompanhada de uma garrafa de cachaça, fez amigos, deixou muitos presentes e, segundo dizem, até arranjou um namorado.
Hoje, a aldeia tem cerca de 40 cabanas, onde moram, aproximadamente, 80 pessoas. As moradias oferecem hospedagem para turistas e espaço para camping, com diárias que variam entre 10 e 30 reais. Além das casas, a aldeia possui um centro de artesanato, restaurante e escola para as quinze crianças que moram no local. Como não é possível construir novas cabanas na região, quem quiser morar na Aldeia Hippie precisa aguardar que alguém queira sair para ocupar a casa do antigo morador.
Além das festas com música e fogueira em dias de lua cheia, a Aldeia Hippie realiza o Festival da Primeira Lua Cheia de Janeiro, que acontece todos os anos. A festa dura três dias e conta com apresentações de grupos culturais, celebrações do movimento hippie e shows. Durante os dias do festival, os moradores arrecadam alimentos e livros para a comunidade local. A celebração é inspirada no famoso festival de Woodstock, o mais importante da década de 60, que celebrava a contracultura do movimento hippie.

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